Rathnakishore Giri, 31 anos, de New Albany, Ohio, foi condenado a nove anos de prisão federal por operar um esquema de Ponzi com criptomoedas no valor de 10 milhões de dólares. Giri confessou-se culpado numa acusação de fraude por meios telemáticos em outubro de 2024 e recebeu mais três anos de liberdade vigiada. O esquema passava por prometer falsamente retornos garantidos com operações em derivados de Bitcoin, usando fundos de novas vítimas para pagar investidores anteriores — um mecanismo típico de fraude em regime de Ponzi.
## Mecânica do esquema e táticas de fraude
A operação de Giri assentava na desinformação. Em vez de investir os fundos como prometido, ele desviou dinheiro de novos participantes para pagar retornos aos mais antigos, criando a ilusão de lucros legítimos de negociação. Para reforçar essa falsa imagem de sucesso, Giri apresentou-se como um investidor abastado, exibindo bens de luxo, incluindo dois Lamborghinis, uma Tesla, um Audi R8, uma coleção de relógios topo de gama, e organizando voos em jato privado e alugueres de férias de luxo.
## Fraude continuada após a confissão
Importante: a atividade criminosa de Giri não cessou depois da sua confissão de culpa em outubro de 2024. Enquanto aguardava a sentença em liberdade provisória, ele continuou a solicitar fundos a novos investidores de criptomoedas, causando mais danos a novas vítimas mesmo quando os procuradores federais preparavam a audiência de julgamento.
## Contexto mais amplo na aplicação da lei a fraudes em criptomoedas
A sentença de Giri reflete um reforço da aplicação federal contra fraudes ligadas a criptomoedas. Segundo o FBI, os americanos perderam mais de 11 mil milhões de dólares com crimes relacionados com cripto em 2025, o que representa um aumento de 22% face ao ano anterior.
Outras ações recentes incluem a condenação de dois nacionais estónios a 16 meses de prisão pela sua participação no esquema de Ponzi HashFlare, no valor de 577 milhões de dólares. Em fevereiro, o ex-CEO da gestora de investimentos em cripto Goliath Ventures foi detido com acusações federais de fraude por meios telemáticos e branqueamento de capitais, na sequência de alegações de que operou um esquema de Ponzi que atraiu 328 milhões de dólares. O caso acabou por envolver também o gigante financeiro JPMorgan Chase, que foi processado um mês depois por não ter conseguido detetar e impedir o alegado esquema.