Mensagem da Gate News, 17 de abril — Um ciberataque à Grinex, uma bolsa de criptomoedas sediada no Quirguizistão sob sanções dos EUA, expôs uma rede financeira paralela alegadamente utilizada para contornar as restrições ocidentais à Rússia. Os hackers roubaram aproximadamente $15 milhões da Grinex no ataque, que também parece ter visado o TokenSpot, uma plataforma estreitamente ligada. Ambas as bolsas mostraram atividade sobreposta nas carteiras e uma indisponibilidade simultânea, sugerindo que um único atacante visou uma rede interligada.
A Grinex foi constituída no Quirguizistão em dezembro de 2024, semanas antes de as autoridades dos EUA desmantelarem a Garantex, uma bolsa ligada à Rússia sancionada pelo Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA (OFAC) desde abril de 2022. De acordo com a OFAC, que sancionou a Grinex em agosto de 2025, a bolsa era uma continuação direta da Garantex com os mesmos proprietários, clientes e infraestrutura. Quando a Garantex foi encerrada, canais do Telegram associados a esta direcionaram imediatamente os utilizadores para migrarem os seus ativos para a Grinex. Antes do seu desmantelamento, a Garantex processou mais de $100 mil milhões em transações apesar de estar sob sanções, com 82% do seu volume ligado a entidades sancionadas a nível global.
Analistas de blockchain identificaram mais de 70 carteiras associadas ao roubo, excedendo o número que a Grinex divulgou publicamente. Os fundos roubados, maioritariamente USDT na rede TRON, foram trocados para ETH e TRX através da bolsa descentralizada SunSwap antes de serem encaminhados para um único endereço de consolidação. Verificou-se que o TokenSpot encaminhava fundos para a mesma carteira enquanto ficava brevemente offline, apontando para infraestruturas partilhadas. A atividade de negociação na Grinex também envolveu A7A5, uma stablecoin suportada por rublos, levantando preocupações adicionais sobre a natureza das transações processadas.
A Grinex atribuiu o ataque ao que chamou de serviços especiais de estados não amigáveis, descrevendo-o como um esforço sistemático para destabilizar o setor financeiro interno da Rússia e enquadrando o hack como um ato de guerra financeira em vez de uma invasão criminosa. A empresa de inteligência de blockchain TRM Labs afirmou que não verificou essa alegação.
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