De acordo com os estrategistas do JPM liderados por Nikolaos Panigirtzoglou, as ações de semicondutores enfrentam riscos crescentes de venda em pânico esta semana, à medida que a subida da volatilidade força ajustes de carteiras. A equipa destacou dois catalisadores principais: choques de VaR (Value-at-Risk), em que as oscilações do mercado empurram as carteiras para além dos limites de risco, independentemente da convicção do investimento, e a liquidez a esgotar-se antes de grandes reviravoltas de venda.
O índice de semicondutores da Filadélfia caiu mais de 10% no início de junho, mas desde então recuperou para máximos históricos. Um inquérito do Bank of America mostra que a preferência por ações de semicondutores continua a ser a operação mais lotada entre os gestores de fundos. A análise do JPM revela que o peso das ações de semicondutores nos índices globais está a crescer muito mais depressa do que as receitas — atualmente numa proporção de 6x, mais do dobro do que se verifica nas ações de tecnologia do Magnificent Seven.