
A agência de notícias estatal iraniana Fars News Agency (Fars News Agency) noticiou a 12 de junho que o Irão colocou todas as entidades comerciais de Elon Musk na região do Médio Oriente na lista de potenciais alvos de ataque, incluindo o serviço de rede Starlink operado pela SpaceX, bem como estações terrestres Starlink e instalações de parceiros da SpaceX no Catar, na Jordânia, nos Emirados Árabes Unidos e no Omã.
Conteúdo confirmado na notícia da Fars News Agency
O que se segue é alegado pela Fars News Agency com base em alegações de “fontes com conhecimento”, constituindo uma declaração unilateral da parte dos meios de comunicação iranianos, ainda não verificada pela SpaceX, pela Casa Branca ou por fontes independentes de terceira parte:
Âmbito visado: “todas as empresas com interesses económicos geridas por Musk na Ásia Ocidental”
Locais envolvidos confirmados: estações terrestres Starlink e instalações de parceiros da SpaceX no Catar, na Jordânia, nos Emirados Árabes Unidos e no Omã
Funções atribuídas: afirma que as empresas em causa desempenham um papel de apoio às operações do exército norte-americano, envolvendo garantias operacionais para o funcionamento de ataques aéreos com drones e de navios não tripulados de reconhecimento; alega que as empresas de Musk “foram usadas esta semana para lançar ataques à infraestrutura hídrica no sul do Irão”
Posição oficial: “A República Islâmica do Irão reserva-se o direito de atacar todas as instalações relacionadas com empresas geridas por Musk na região e nos territórios ocupados.”
SpaceX e Casa Branca: sem resposta
Até à data da notícia da Fars News Agency e das entrevistas de seguimento da CNBC, nem a SpaceX nem a Casa Branca tinham respondido aos pedidos de comentário da CNBC. A Guarda Revolucionária do Irão tinha igualmente feito anteriormente ameaças à Nvidia, à Apple, à Microsoft e ao Google.
Contratos militares da SpaceX e contexto comercial
De acordo com uma notícia da Reuters, os militares dos EUA teriam usado a Starlink para lançar ataques com drones kamikaze contra o Irão. No mês passado, a SpaceX recebeu um contrato no valor de 2,29 mil milhões de dólares do US Space Force, com o objetivo de construir uma rede de satélites em órbita terrestre baixa para alimentar a internet militar no espaço.
A Starlink tem sido amplamente usada para apoio às comunicações militares desde o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia em 2022. Segundo uma notícia da Forbes, o património líquido atual de Musk é de 7,848 mil milhões de dólares, tornando-o um dos mais ricos do mundo.
Perguntas frequentes
O que é a Fars News Agency e como avaliar a credibilidade desta notícia?
A Fars News Agency é um meio de comunicação social iraniano ligado à Guarda Revolucionária Iraniana. Esta notícia recorre a “fontes com conhecimento” não identificadas, e as acusações da parte iraniana ainda não foram verificadas pela SpaceX, pela Casa Branca ou por fontes independentes de terceira parte. Até ao momento da notícia, tanto a SpaceX como a Casa Branca não tinham respondido ao pedido de comentário da CNBC.
Que contratos militares dos EUA já confirmados é que a SpaceX detém?
De acordo com informações públicas, no mês passado a SpaceX recebeu um contrato no valor de 2,29 mil milhões de dólares do US Space Force, com o objetivo de construir uma rede de satélites em órbita terrestre baixa para alimentar a internet militar no espaço. A Reuters tinha noticiado previamente que os militares dos EUA teriam usado a Starlink para lançar ataques com drones kamikaze contra o Irão.
Quais são os locais nos quatro países do Médio Oriente apontados pela Fars News Agency?
De acordo com a Fars News Agency, com base nas declarações de “fontes com conhecimento”, os locais em causa são estações terrestres Starlink e instalações de parceiros da SpaceX no Catar, na Jordânia, nos Emirados Árabes Unidos e no Omã. Os referidos locais correspondem a uma reportagem unilateral da Fars News Agency, sem respostas ou confirmações dos governos dos respetivos países nem da SpaceX.