Eric Trump recuou face à cobertura da Forbes sobre o Bitcoin americano, defendendo, num post na X, a escala operacional da empresa, a sua estrutura de pessoal e o seu desempenho financeiro, de acordo com a sua declaração. Trump rejeitou a reportagem como sendo motivada politicamente e apontou para o facto de a empresa estar cotada na Nasdaq, deter participações em Bitcoin e ter capacidade de mineração como prova de uma expansão rápida. American Bitcoin, que abriu o capital menos de um ano depois de ter sido criada, opera como uma empresa de mineração de Bitcoin focada em acumular activos digitais enquanto expande a sua capacidade computacional.
Eric Trump apresentou métricas financeiras e operacionais específicas para sustentar a posição de mercado do American Bitcoin. Segundo Trump, a empresa detém mais de 7,000 Bitcoins e opera uma frota de mineração de quase 90,000 máquinas com 28 exahash de capacidade.
No quarto trimestre, o American Bitcoin reportou 78.3 milhões de dólares em receitas, assinalando um aumento de 22% face ao trimestre anterior, de acordo com a declaração de Trump. Ele também afirmou que a empresa aumentou as suas participações em Bitcoin em 58% durante o mesmo período e alcançou custos de mineração abaixo do valor de mercado, produzindo Bitcoin com um desconto face aos preços em vigor, segundo o que foi reportado.
Trump disse que a empresa se moveu rapidamente no ranking da indústria e já está entre as maiores empresas públicas focadas em Bitcoin. A origem da energia da empresa depende de recursos energéticos nacionais, de acordo com a declaração de Trump.
A cobertura da Forbes questionou como a escala operacional reportada do American Bitcoin se alinha com a sua estrutura interna de pessoal. As declarações públicas indicaram que a empresa tem um número limitado de empregados a tempo inteiro, com funções centrais de liderança a cargo de uma pequena equipa executiva.
A liderança do American Bitcoin inclui o director executivo Mike Ho, o presidente Matt Prusak e o presidente executivo Asher Genoot, juntamente com membros independentes do conselho de administração. No sector da mineração, as empresas podem recorrer a fornecedores de serviços externos, acordos de hosting e parcerias para gerir a infra-estrutura, o que pode resultar em equipas internas mais pequenas.
Trump rejeitou as críticas e disse que a reportagem da Forbes não reflecte com precisão o crescimento ou a estrutura da empresa. Ele comparou a cobertura com críticas anteriores que recebeu e afirmou que não representa uma reportagem objectiva.
O foco no American Bitcoin surge em paralelo com uma fiscalização mais ampla a empreendimentos cripto ligados à família Trump. Um processo recente apresentado por Justin Sun, fundador da Tron, contra World Liberty Financial, um projecto separado ligado a Trump, acrescentou-se à conversa mais abrangente. O caso inclui alegações relacionadas com controlos de tokens e acesso a activos digitais, que o projecto negou, de acordo com as reportagens.
Reguladores e intervenientes do mercado aumentaram a atenção às divulgações, estruturas de governação e clareza operacional em firmas cripto, particularmente aquelas com cotações públicas ou ligações políticas. Questões como concepção de contratos, protecção de investidores e práticas de gestão de activos permanecem sob análise em todo o sector.
Apesar dessa fiscalização, o American Bitcoin continua a operar e a expandir a sua capacidade de mineração e as suas participações em Bitcoin.
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