A Stride, plataforma de financiamento de energia solar em telhados com sede no Vietnã para residências e pequenos negócios, levantou uma captação de US$ 15 milhões na Série B. A rodada foi co-liderada pela Lightrock e pela TRIREC por meio da Accelerate7. Os investidores existentes Clime Capital e UOB Venture Management também participaram do aporte. A capacidade solar instalada no Vietnã subiu de perto de zero em 2018 para mais de 19 GW, enquanto o Plano de Desenvolvimento de Energia VIII do país mira a energia solar em telhados em 50% de residências e prédios comerciais até 2030.
Detalhes do financiamento e uso do capital
A Série B da Stride vai apoiar a expansão em todo o país e a entrada em novos mercados. A empresa afirmou que os recursos também vão sustentar sua rede de instaladores, ferramentas digitais e controles de qualidade.
A lacuna no financiamento solar no Vietnã
Um sistema solar residencial típico custa cerca de US$ 4.000. Muitas famílias não conseguem arcar com esse custo inicial, e grandes bancos frequentemente evitam empréstimos ao consumidor de pequeno porte para compras como essa. O modelo de financiamento da Stride trata essa lacuna ao parcelar o custo ao longo do tempo.
Implicações para o mercado
O modelo de negócios da Stride sugere que um dos obstáculos para a adoção de energia solar em países em desenvolvimento é o acesso ao crédito ao consumidor, e não a tecnologia em si. A lacuna de financiamento vai além do Vietnã. Em um estudo no Afeganistão, mais de 92% dos entrevistados disseram que estariam abertos à energia solar se houvesse empréstimos disponíveis. O investimento reflete um movimento mais amplo em direção a finanças climáticas para plataformas que agregam a demanda de residências e pequenos negócios, em vez de focar apenas em grandes projetos de geração em escala de utilidade pública. Essa abordagem pode ajudar a atingir metas nacionais de energia com adoção distribuída a partir de casas e pequenas empresas.