As ações da Intel caíram 6,82% para US$ 120,61 em 12 de maio, pressionadas por realização de lucros e recuo mais amplo do mercado, embora o papel tenha registrado uma alta de 3% no pré-mercado. Nos 7 dias anteriores, a Intel acumulou ganhos de mais de 25%, sustentados pelo otimismo em torno de conversas preliminares com a Apple sobre fabricação de chips e por um foco renovado na demanda global por semicondutores.
A Intel iniciou conversas preliminares com a Apple para fabricar chips para os dispositivos da empresa, sinalizando uma possível mudança na estratégia. O acordo, ainda em estágios iniciais, pode abrir uma fonte relevante de receita, considerando a escala da Apple em iPhones, Macs e iPads. Analistas estimam que a oportunidade possa chegar a US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões ao longo do tempo. Esse desenvolvimento se alinha aos esforços mais amplos para revitalizar a liderança de fabricação da Intel.
O avanço também reflete prioridades de política pública. A administração Trump incentivou a produção doméstica de chips, posicionando a Intel como uma peça-chave na “repatriação” das cadeias de suprimento de semicondutores.
O setor de semicondutores continua em alta, impulsionado por uma demanda forte ligada à inteligência artificial. A Intel ocupa uma posição interessante nessa tendência — embora concorrentes como a Nvidia dominem GPUs, analistas apontam para uma possível mudança em direção a CPUs à medida que as cargas de trabalho de IA evoluem. Conforme modelos de IA se tornam mais complexos, a demanda por capacidade complementar de processamento pode aumentar, criando novas oportunidades para a arquitetura da Intel.
Empresas como Micron e Sandisk também ganharam tração, destacando como componentes de memória e armazenamento têm um papel crítico no ecossistema de IA.
A visão global da Intel permanece fortemente ligada à China, um grande mercado para a demanda por semicondutores. Restrições a chips estrangeiros em centros de dados apoiados pelo Estado limitaram o acesso, criando incerteza para empresas dos EUA. Visitas de alto nível envolvendo executivos dos EUA buscam reabrir canais para o comércio de tecnologia. O progresso depende de mudanças regulatórias e de alinhamento geopolítico.
O negócio de foundry da Intel segue pressionado, registrando uma perda de US$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A empresa continua investindo pesadamente em fabricação avançada, o que impacta a lucratividade no curto prazo. O Bank of America recentemente elevou sua meta de preço para US$ 96 mantendo recomendação de venda, citando preocupações com riscos de execução e avanço mais lento em relação às metas de ponto de equilíbrio.
As ações da Intel demonstraram volatilidade significativa, enquanto investidores avaliam perspectivas fortes de longo prazo contra incerteza no curto prazo. O papel entregou ganhos acima do normal em períodos mais longos, superando amplamente indicadores do mercado, mas as flutuações recentes mostram como rapidamente o sentimento pode mudar com base no fluxo de notícias. A Intel está no centro de várias tendências relevantes, incluindo expansão de IA, negociações geopolíticas e transformação das cadeias de suprimento.
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