O Ministro do Comércio dos EUA, (Howard Lutnick), afirmou durante uma entrevista no podcast “All-In” que a TSMC e o governo dos EUA têm contratos relacionados à Lei de Chips que incluem uma grande quantidade de cláusulas DEI, mas que algumas dessas cláusulas são difíceis de implementar na prática, sendo consideradas como violação por parte dos EUA. Posteriormente, os EUA usaram o “aumento de investimento” como uma moeda de troca para negociar, levando à retirada ou renegociação dessas cláusulas.
O contrato é extenso, com 20 páginas dedicadas a conteúdo DEI.
Lutnick afirmou que, nos contratos assinados pela TSMC, cerca de 20 páginas tratam de DEI. Ele exemplificou, incluindo requisitos sobre a identidade dos contratados, chegando a especificar configurações de pessoal em projetos, e enfatizou no programa que isso não é uma brincadeira.
Seu foco não é explicar detalhadamente cada cláusula, mas usar uma linguagem mais forte para destacar que essas cláusulas, na prática, não condizem com a realidade da indústria de semicondutores.
Condições da indústria limitadas, portanto, já configurando violação
Ele deu o exemplo da estrutura de pessoal da TSMC, dizendo que empresas como ela, que lidam com processos críticos e engenheiros de microfabricação, operam em áreas altamente especializadas com recursos limitados. Satisfazer certas condições de identidade no contrato é extremamente difícil na prática.
Por isso, sua conclusão foi bastante direta:
“TSMC assinou essas cláusulas, mas na prática não consegue cumprir, então, por lei, já está em violação.”
Primeiro, identificar a violação da TSMC, depois usar o aumento de investimento para negociar a alteração das cláusulas
O apresentador também mencionou a percepção comum de que, com a chegada do Partido Republicano ao poder, todas as cláusulas DEI seriam derrubadas.
Lutnick respondeu que o governo Trump não tratou isso politicamente, mas voltou ao contrato em si, analisando cláusula por cláusula e apontando quais realmente não podem ser cumpridas, configurando violação.
A posição de Lutnick é que não se nega as cláusulas por não gostar delas, mas que a avaliação deve seguir a lógica do contrato:
“Assinou, mas não cumpriu, então violou primeiro.”
Cláusulas excessivamente idealizadas, usando como exemplo uma creche em sala limpa
Ao explicar detalhes da violação, Lutnick mencionou que há requisitos relacionados às instalações no contrato, mas a TSMC não instalou creches dentro de suas fábricas de wafers em salas limpas, e usou esse exemplo para ilustrar:
“Você assinou essas cláusulas, mas na prática não cumpriu, então, por lei, há violação.”
Resultado final da negociação, aumento de investimento para renegociar cláusulas
Lutnick afirmou que a solução final não é continuar discutindo se as cláusulas DEI são razoáveis, mas negociar condições de troca.
Ele propôs à TSMC um aumento de investimento de “mais 100 bilhões de dólares”, elevando o investimento de aproximadamente 60 bilhões de dólares para mais de 160 bilhões de dólares. O apresentador perguntou: “Então, as cláusulas DEI serão removidas?”
Lutnick respondeu de forma bastante direta:
“Claro, desde que o investimento seja ampliado, essas cláusulas DEI podem ser retiradas ou renegociadas.”
A escala da TSMC nos EUA será maior, mas a própria TSMC anunciará isso
Ao falar sobre o futuro, Lutnick disse que deixará a TSMC anunciar por conta própria, mas também soltou uma frase direta:
“A presença da TSMC nos EUA será maior do que 165 bilhões de dólares.”
Ele também relacionou isso a um objetivo político maior, que é os EUA controlarem sua cadeia de suprimentos crítica, sendo os semicondutores um deles. Em vez de usar subsídios, prefere usar tarifas e acesso ao mercado como alavancas para forçar as empresas a trazerem capacidade produtiva e investimentos de capital para os EUA.
(2026 Ainda vale a pena investir em ações da TSMC?)
Este artigo, “Ministro do Comércio dos EUA: TSMC viola cláusulas DEI e precisa aumentar investimentos para renegociar”, foi originalmente publicado pelo News ABMedia.