De acordo com a Korea Exchange, a 12 de julho, o mercado KOSPI da Coreia do Sul registou seis interrupções de circuit breaker este ano, correspondendo a metade de todas as ocorrências desse tipo desde a introdução do mecanismo em 2000. O mercado também contabilizou 34 interrupções de negociação (sidecars) até julho, o que equivale a 13,6 vezes a média anual histórica de 2,5, ultrapassando os níveis da crise financeira de 2008 em apenas seis meses.
O aumento da volatilidade está associado à estreia, a 27 de maio, dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de alavancagem em ações individuais, que atraíram 212 biliões de won de capital apenas em junho. O baixo preço de entrada, abaixo dos 20.000 won, impulsionou a entrada de investidores de retalho, mas o mecanismo de rebalanceamento dos produtos ampliou as oscilações do mercado. A 23 de junho, os gestores de fundos venderam de forma mecânica 9,2 biliões de won em participações para manter as rácios-alvo de alavancagem, desencadeando um ciclo de venda. Os analistas apontaram que, sem apoio institucional — dissuadido pela volatilidade extrema —, o mercado enfrenta instabilidade prolongada.