A Broadridge Financial Solutions juntou-se ao Project Glasswing, da Anthropic, uma iniciativa que disponibiliza aos operadores de infraestruturas críticas modelos de IA de ponta concebidos para identificar vulnerabilidades e reforçar as defesas de cibersegurança. A parceria reflete uma mudança estratégica no seio das empresas de tecnologia financeira, que cada vez mais encaram a inteligência artificial como essencial para a estratégia de cibersegurança — e não apenas como uma ferramenta de produtividade. À medida que as ameaças cibernéticas se tornam mais sofisticadas e os ecossistemas de software ficam mais complexos, a IA tem um papel maior na proteção da infraestrutra que as instituições financeiras dependem diariamente.
Tim Gokey, CEO da Broadridge, afirmou: "A cibersegurança é fundamental para a resiliência dos mercados financeiros. Estamos a participar no Project Glasswing para aplicar modelos de IA de ponta aos nossos próprios sistemas, ajudando-nos a estar à frente das ameaças emergentes e a apoiar um ecossistema financeiro mais seguro."
As instituições financeiras lidam com um conjunto alargado de ameaças de cibersegurança. Ataques de ransomware, vulnerabilidades de software, compromissos da cadeia de abastecimento, roubo de credenciais e campanhas sofisticadas de engenharia social tornaram-se riscos persistentes em todo o setor financeiro.
A infraestrutra financeira moderna tornou-se significativamente mais complexa. As instituições dependem de milhares de aplicações, sistemas interligados, ambientes cloud, fornecedores de tecnologia terceiros e redes globais para suportar negociação, liquidação, comunicações e serviços ao cliente. Essa complexidade cria oportunidades para os atacantes e dificuldades para os defensores.
As abordagens tradicionais de cibersegurança muitas vezes não conseguem acompanhar o volume de software, infraestrutra e dados que as organizações precisam de monitorizar. A inteligência artificial é cada vez mais vista como uma das soluções. Em vez de responder apenas a incidentes depois de ocorrerem, os modelos de IA podem ajudar a identificar padrões invulgares, evidenciar vulnerabilidades, analisar grandes volumes de código e priorizar ameaças antes de se tornarem problemas operacionais.
A importância do anúncio é reforçada pela posição da Broadridge nos mercados financeiros globais. A empresa opera algumas das infraestruturas tecnológicas mais importantes da indústria.
De acordo com a Broadridge, os seus sistemas processam e geram mais de sete mil milhões de comunicações anualmente, enquanto suportam mais de $15 biliões de atividade de negociação diária nos mercados de valores tradicionais e tokenizados. Estes números colocam a empresa profundamente no “coração” operacional dos serviços financeiros.
O desafio não é apenas proteger organizações individuais. É proteger sistemas interligados que suportam negociação, liquidação, governação, comunicações e serviços aos investidores em todo o setor financeiro. Falhas nesses sistemas podem ter consequências que vão muito além de uma única empresa.
O Project Glasswing foi criado para enfrentar esse desafio mais amplo. A iniciativa reúne organizações responsáveis por construir, manter ou operar software utilizado em setores de infraestruturas críticas, incluindo os serviços financeiros.
Os participantes irão obter acesso ao Claude Mythos Preview, o modelo de IA de ponta da Anthropic ainda não lançado, que está a ser especificamente implementado para reforçar os esforços de cibersegurança defensiva. O objetivo é identificar fragilidades em sistemas de software fundamentais que, em conjunto, representam uma parte significativa da superfície global de ciberataque.
A iniciativa reflete um reconhecimento crescente de que a segurança do software está a tornar-se, cada vez mais, uma questão sistémica — e não apenas organizacional. Muitos serviços críticos dependem de tecnologias partilhadas, fornecedores de infraestruturas comuns e ecossistemas de software interligados. Como resultado, vulnerabilidades descobertas numa área podem afetar, muitas vezes, várias organizações em simultâneo.
A parceria destaca uma evolução mais vasta na forma como a inteligência artificial está a ser aplicada nos serviços financeiros. A primeira vaga de adoção focou-se sobretudo na produtividade. Bancos, corretoras, bolsas e fornecedores de tecnologia usaram IA para resumir informação, automatizar tarefas repetitivas, ajudar os colaboradores e melhorar as experiências dos clientes.
A próxima fase parece estar cada vez mais focada na proteção. As organizações começam a usar IA para deteção de ameaças, identificação de vulnerabilidades, monitorização de anomalias, análise de segurança, priorização de incidentes e resiliência operacional.
Essa mudança reflete a realidade de que os desafios de cibersegurança estão a crescer mais depressa do que muitas organizações conseguem resolver apenas com recursos humanos. À medida que os ataques se tornam mais sofisticados, os defensores procuram tecnologias capazes de analisar riscos à velocidade das máquinas.
A importância de a Broadridge se juntar ao Project Glasswing poderá ser aquilo que a parceria sinaliza sobre a direção da adoção de inteligência artificial nos mercados financeiros. Grande parte da conversa sobre IA tem incidido na eficiência, na automação e nos ganhos de produtividade. Cada vez mais, as instituições estão a explorar como a tecnologia pode proteger os sistemas que sustentam as finanças globais.
Para empresas que operam infraestruturas críticas, a cibersegurança não é apenas um requisito operacional. É uma questão de estabilidade do mercado. A próxima grande vaga de adoção de IA nos serviços financeiros poderá ocorrer nos bastidores, dentro do software, das redes e da infraestrutra que mantêm os mercados globais a funcionar todos os dias.
O que é que a Broadridge anunciou sobre o Project Glasswing da Anthropic?
A Broadridge Financial Solutions anunciou que se juntou ao Project Glasswing, da Anthropic, uma iniciativa que dá aos operadores de infraestruturas críticas acesso a modelos de IA de ponta concebidos para identificar vulnerabilidades, reforçar as defesas de cibersegurança e proteger sistemas de software. Os participantes obtêm acesso ao Claude Mythos Preview, o modelo de IA de ponta da Anthropic ainda não lançado, implementado especificamente para esforços de cibersegurança defensiva.
Quanto é que a infraestrutra da Broadridge suporta em atividade de negociação?
De acordo com a Broadridge, os seus sistemas processam e geram mais de sete mil milhões de comunicações anualmente, enquanto suportam mais de $15 biliões de atividade de negociação diária em mercados de valores tradicionais e tokenizados. A empresa opera uma infraestrutra tecnológica profundamente integrada no “coração” operacional dos serviços financeiros globais.
Porque é que as instituições financeiras estão a usar IA para cibersegurança em vez de produtividade?
As instituições financeiras estão a alargar o uso de IA de produtividade para cibersegurança porque as ameaças cibernéticas estão a tornar-se mais sofisticadas e os ecossistemas de software estão a ficar mais complexos. Os modelos de IA conseguem identificar padrões invulgares, evidenciar vulnerabilidades, analisar grandes volumes de código e priorizar ameaças antes de se tornarem problemas operacionais — capacidades que as abordagens tradicionais têm dificuldade em igualar na escala e na velocidade necessárias.
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