De acordo com o diretor global de soluções da Amundi, John O'Toole, a empresa defende que o próximo movimento de política da Reserva Federal será um ciclo de cortes nas taxas em 2027, e não subidas agressivas de taxas, como sugere o atual enquadramento do mercado. Apesar dos dados de emprego dos EUA de maio terem superado as expectativas e das preocupações da Fed com uma possível nova subida das taxas, O'Toole acredita que o banco central manterá as taxas estáveis, apontando os sólidos fundamentos da economia norte-americana, um mercado de trabalho saudável e expectativas de inflação bem ancoradas. A empresa também estima que os preços do ouro possam atingir $5.500 no espaço de 12 meses, a partir dos níveis atuais, perto de $4.300, refletindo o valor do metal precioso como proteção contra a desvalorização da moeda, défices orçamentais e o aumento da dívida global.
Quanto às avaliações de tecnologia, O'Toole descartou preocupações iniciais sobre um “bolha das tecnológicas”, descrevendo a fraqueza recente do mercado como uma reprecificação saudável e a digestão de resultados, e não como instabilidade estrutural, tendo em conta os ganhos consistentes de produtividade impulsionados pela IA. Do ponto de vista de um investidor europeu, a Amundi assume uma postura de longo prazo otimista relativamente à China, citando progressos de inovação visíveis e uma transformação económica estrutural, apesar dos ventos contrários no setor imobiliário. A empresa recomenda a diversificação global entre regiões e setores para lidar com a volatilidade de curto prazo do mercado.