A PANews informou a 3 de março que, segundo a CoinDesk, o primeiro bloco suportado pela proposta BIP-110 apareceu esta semana na rede Bitcoin, minerado pelo pool de mineração Ocean. A proposta visa limitar dados arbitrários não financeiros nas transações blockchain durante cerca de um ano através de um soft fork temporário, que os defensores acreditam poder limitar os dados “lixo” que ocupam espaço em blocos, proteger o papel do Bitcoin como infraestrutura monetária robusta e reduzir o peso dos operadores de nós. A proposta gerou uma acesa controvérsia na comunidade. Críticos como o CEO da Blockstream, Adam Back, alertam que a intervenção consensual pode minar a credibilidade do Bitcoin, levando a um tratamento discriminatório das transações contra o princípio da neutralidade na capacidade de transações. Questionou ainda o apoio real à proposta, dizendo que poderia aumentar o risco de divisão da blockchain. A controvérsia intensificou-se quando um programador incorporou uma imagem de 66KB numa transação de Bitcoin para desafiar as alegações centrais do BIP-110 e demonstrar a capacidade de codificar grandes quantidades de dados mesmo sem depender do OP_RETURN. Este debate destaca uma divisão filosófica de longa data dentro da comunidade Bitcoin: se se deve defender firmemente o posicionamento puro do Bitcoin como moeda ou manter a máxima neutralidade face a usos arbitrários da camada base.
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