Entrando na segunda semana de fevereiro, o Bitcoin ainda oscila perto dos 70.000 dólares, com o sentimento do mercado bastante cauteloso. Vários traders acreditam que o preço atual ainda não formou um fundo confiável de longo prazo, e que nas próximas semanas há possibilidade de uma nova queda, com alguns pontos de vista até apontando para a faixa dos 50.000 dólares.
O trader CrypNuevo destacou que a recente recuperação parece mais uma subida de curto prazo, projetada para limpar posições vendidas na faixa de 72.000 a 77.000 dólares, do que uma reversão de tendência. Ele prevê que as longas sombras formadas anteriormente serão gradualmente preenchidas, um processo que pode durar várias semanas. Outro analista, Daan Crypto Trades, acredita que, após uma forte volatilidade, o Bitcoin provavelmente entrará numa fase de consolidação, aguardando uma nova direção.
No âmbito macroeconómico, a variável principal desta semana vem dos Estados Unidos. Os dados do CPI de janeiro estão prestes a ser divulgados, enquanto as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve em março diminuíram claramente. Os dados do FedWatch da CME Group mostram que a probabilidade de manutenção da taxa de juros em nível atual subiu para 82%. Com a nomeação de Kevin Warsh por Trump para a presidência do Fed, os investidores temem uma política monetária mais restritiva. A Mosaic Asset Company apontou que a alta inflação núcleo e o crescimento económico sólido estão elevando as expectativas de taxas de juros de longo prazo, pressionando continuamente as avaliações de ativos de risco.
O movimento do dólar também merece atenção. O índice do dólar, após atingir mínimas de vários anos em janeiro, recuou, mas ainda não se estabilizou acima de 98. Aksel Kibar, analista, considera que essa é uma zona crítica de dez anos, que pode determinar a direção de médio a longo prazo. Henrik Zeberg, chefe de macroeconomia da Swissblock, comparou o cenário atual com o início de 2021, acreditando que, se a história se repetir, o Bitcoin ainda pode experimentar uma grande valorização nos próximos meses, mas eventualmente atingirá um topo sob um dólar forte.
Na Ásia, as mudanças na política japonesa são vistas como um novo fator de perturbação. Após a reeleição de Sanae Takaichi, o mercado espera que o Japão adote políticas fiscais mais agressivas, aumentando o risco de enfraquecimento do iene. A XWIN Research Japan apontou que a depreciação do iene pode alterar o fluxo de capitais global, exercendo pressão de curto prazo sobre ativos de risco, incluindo o Bitcoin. Robin Brooks também alertou que, após as eleições, o iene pode enfrentar novos impactos de baixa.
No que diz respeito aos dados on-chain, houve uma mudança no comportamento dos mineradores. Em 5 de fevereiro, mineradores transferiram cerca de 24.000 BTC para exchanges, atingindo um novo pico desde 2024. O analista Arab Chain, da CryptoQuant, acredita que isso reflete uma fase de redistribuição no mercado, com aumento de pressão de venda de curto prazo, mas sem necessariamente indicar uma reversão de tendência de longo prazo.
Diante de múltiplos sinais macroeconómicos e on-chain, o próximo movimento do Bitcoin permanece incerto. Os dados do CPI, as expectativas de política do Fed, e as variações do dólar e do iene irão conjuntamente determinar a direção do risco no mercado nesta semana.
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