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Acabei de ver um relatório da S&P sobre o impacto do conflito no Oriente Médio na classificação de crédito soberano do Sudeste Asiático.
Interessante é que, nesta região, a Indonésia se tornou o país mais suscetível a ser afetado.
A lógica central é bastante direta. Se o mercado de energia permanecer em caos por um longo período, os países com menor espaço de manobra para classificações de crédito serão facilmente prejudicados.
A S&P deixou claro que, se o conflito no Oriente Médio persistir, a classificação soberana da Indonésia se tornará especialmente frágil.
Por que a Indonésia? A cadeia de reação aqui merece atenção.
Primeiro, o aumento dos custos de energia — como a Indonésia é um país importador de petróleo, o aumento do preço do petróleo significa uma conta de importação que explode.
Isso pressionará o orçamento do governo, pois os subsídios de energia na Indonésia já representam uma grande fatia, e quanto mais alto o preço, maior a pressão.
Em segundo lugar, no aspecto comercial.
O aumento do preço do petróleo importado ampliará o déficit na conta corrente da Indonésia, o que é uma preocupação para um país emergente.
Além disso, a inflação pode acelerar, as taxas de mercado subirão, e o custo de financiamento do governo também aumentará.
Resumindo, a Indonésia enfrenta uma cadeia de riscos do tipo dominó — choque energético → pressão fiscal → pressão cambial → aumento do custo de financiamento.
Na região do Sudeste Asiático, nenhum outro país apresenta uma vulnerabilidade tão alta.
Por isso, quem tem observado os ativos da Indonésia recentemente está atento a esse fator de risco.