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Então há um estudo de caso interessante sobre como tarifas podem transformar completamente o desempenho de ETFs, e eu não paro de pensar nisso. No início de 2025, o anúncio de tarifas de Trump sobre aço e alumínio criou um momento de mercado bastante intenso, que vale a pena entender se você estiver analisando rotação de setores ou exposição a ETFs de alumínio.
Veja o que aconteceu. A tarifa inicial de 25% sobre importações de aço e alumínio estava para entrar em vigor, mas então Trump sugeriu dobrar para 50%. O mercado entrou em pânico, mas a indústria doméstica de aço apoiou a ideia. Nove executivos de aço de grandes empresas publicamente apoiaram a medida em uma carta ao presidente. Eles viam isso como uma proteção contra importações baratas.
Agora, aqui é onde fica mais interessante para investidores em ETFs. O setor doméstico de aço e alumínio parecia um claro vencedor no papel. O ETF VanEck Steel subiu com a notícia, e você consegue entender o porquê — tarifas geralmente apoiam produtores domésticos. Mas o quadro mais amplo era mais complicado. Um economista do Instituto de Empresas Competitivas apontou que, enquanto tarifas anteriores de metais criaram cerca de 1.000 empregos em aço e alumínio, também resultaram na perda de 75.000 empregos em indústrias dependentes, como automotiva e construção. Isso é um grande trade-off.
Se você estivesse segurando um ETF de alumínio ou um fundo focado em aço, teria visto alguns ganhos inicialmente. Mas a pressão real atingiu as indústrias a jusante. As ações de construção enfrentaram obstáculos porque os preços do aço subiram de aproximadamente $700 para quase $1.000 por tonelada. O ETF Invesco Building & Construction virou potencial perdedor, já que a construção depende fortemente do aço como matéria-prima. A mesma história vale para o setor de bebidas e embalagens de alimentos — custos mais altos de alumínio significaram pressão para empresas como Coca-Cola e PepsiCo, o que afetou o ETF Invesco Food & Beverage.
A resposta do setor de alumínio foi particularmente dividida. Enquanto alguns produtores de alumínio viram a proteção tarifária como positiva, outros, como a Alcoa, expressaram preocupações sobre cadeias de suprimentos interrompidas, especialmente devido às operações canadenses. Então, um investidor em ETF de alumínio teve que pensar cuidadosamente sobre quais empresas dentro do setor realmente se beneficiariam versus as que sofreriam.
Olhando para essa situação, é um bom lembrete de que ETFs de setor podem esconder contradições internas. Você pode comprar um ETF de alumínio achando que está apostando na proteção tarifária, mas pode acabar segurando empresas que na verdade são prejudicadas por interrupções na cadeia de suprimentos. Os verdadeiros vencedores foram os produtores domésticos de aço e alumínio puros, enquanto empresas dependentes desses materiais como insumos enfrentaram pressão nas margens.
É uma dessas dinâmicas de mercado que vale a pena ter em mente se as discussões sobre tarifas voltarem a esquentar. A jogada superficial de um ETF de alumínio pode parecer simples, mas a execução e os beneficiários reais muitas vezes contam uma história diferente.