De acordo com o serviço de analytics Bull Theory, os dealers primários mantêm uma posição short líquida em títulos corporativos no valor de aproximadamente US$ 4 bilhões neste ano, marcando a primeira vez desde 1998 que grandes bancos venderam mais exposição ao crédito do que atualmente possuem em seus balanços. A maior parte da exposição short está concentrada em dívidas de longo prazo, com uma posição short de US$ 13,7 bilhões em títulos com vencimentos de 5 anos ou mais.
Essa mudança ocorre à medida que o mercado de ações atinge patamares incomuns. As estimativas são de que os lucros do S&P 500 cresçam 24% neste ano, com lucro por ação subindo de 220 em 2023 para 341 em 2026, segundo o analista Charlie Bilello. A divergência — otimismo crescente em patrimônio, combinado com uma remuneração historicamente baixa pelo risco de crédito — sugere que os investidores podem estar subestimando o risco de queda.