De acordo com a Olshan Realty e a Brown Harris Stevens, as vendas de apartamentos de luxo em Manhattan permaneceram fortes em junho, com 126 contratos assinados para imóveis com preço igual ou superior a US$ 4 milhões, acima dos 124 no mesmo período do ano passado. O preço médio de um apartamento em Manhattan atingiu o segundo maior nível já registrado durante o segundo trimestre, subindo 5% na comparação anual para aproximadamente US$ 2,2 milhões. As vendas do segmento de alto padrão dispararam, com imóveis entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões subindo 55%, enquanto os acima de US$ 20 milhões subiram 33%, de acordo com a Compass.
Corretores atribuem a força à abundante liquidez proveniente de IPOs recentes e ao aumento da riqueza gerado pelos preços dos ativos, que superaram as preocupações dos compradores sobre o imposto pied-à-terre aprovado em 27 de maio. O estoque de imóveis de luxo caiu 40% em comparação ao ano passado e atingiu o menor nível desde 2004, de acordo com Jonathan Miller, CEO da Miller Samuel, aumentando a pressão sobre os preços, já que compradores ultra-ricos priorizam o timing do mercado em vez das preocupações fiscais.