
No discurso do CEO da NVIDIA, Jensen Huang, na apresentação da GTC Taipei 2026, ele detalhou a definição de arquitetura dos AI Agents: os grandes modelos de linguagem (LLM) ficam responsáveis por pensar, raciocinar e planejar; já o motor de orquestração externo (harness) atua como um sistema operacional, conectando o modelo a ferramentas como planilhas eletrônicas, navegadores e bancos de dados, além de gerenciar memória de trabalho e memória de longo prazo.
Definição da arquitetura do AI Agent: grande modelo + motor de orquestração
Em sua palestra, Jensen Huang dividiu a estrutura central do AI Agent em duas partes: o grande modelo como um “centro de pensamento”, encarregado de raciocinar e planejar; e o motor de orquestração externo desempenhando o papel de um sistema operacional, conectando o modelo a várias ferramentas e, ao mesmo tempo, gerenciando a memória de curto prazo e a de longo prazo.
Ele destacou que essa arquitetura representa uma mudança fundamental no modo de computação, e não apenas uma atualização de ferramenta focada em eficiência. No momento da demonstração, ele comentou: “Aqui usamos o Claude Code, mas o Codex também se destaca”.
Três casos de demonstração confirmados na GTC Taipei
Durante a apresentação, Jensen Huang mostrou três exemplos de AI Agents: primeiro, por meio de prompts em linguagem natural, o sistema gerou diretamente o código completo de um aplicativo; segundo, após receber uma descrição em texto, o Agent gerou em tempo real uma animação dinâmica de partículas com tema “Taipei 101 → GTC Taipei 2026 → logotipo da NVIDIA”; terceiro, tiraram no local uma foto de um controle remoto com falta do grampo de bateria, e o Agent chamou automaticamente uma ferramenta CAD para gerar um arquivo de peça de reposição pronta para impressão 3D.
Refutando a tese do fechamento do software: “Agora é a melhor era para empresas de software”
Sobre a afirmação que circula no mercado de que “AI Agents farão empresas de software falirem”, Jensen Huang refutou de forma clara: “Exatamente o contrário.” Ele afirmou que, quando não estiverem mais limitados pelo número de pessoas, os incontáveis Agents usarão muito mais ferramentas de software do que os humanos; “agora é a melhor era para empresas de software” — mas com a condição de que o software seja projetado e apresentado de um modo que possa ser invocado diretamente pelos Agents. A NVIDIA abriu totalmente sua biblioteca CUDA X para uso pelos Agents, e a eficiência de uso do Agent chega a superar a dos desenvolvedores humanos.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença fundamental entre o AI Agent definido por Jensen Huang e as aplicações tradicionais de software?
O AI Agent definido por Jensen Huang na GTC Taipei 2026 é composto por LLM (raciocínio e planejamento) e um motor de orquestração (conexão de ferramentas + gerenciamento de memória). O software tradicional funciona com “iniciar - clicar - inserir”; no modo Agent, é “descrever a intenção para a IA, e a IA gera automaticamente o código, chama ferramentas e produz o resultado”, mudando o ator principal do humano para a própria IA.
O que o caso do grampo de bateria do controle remoto para impressão 3D indica?
Essa demonstração mostrou a capacidade do Agent de chamar múltiplas ferramentas: o Agent identifica o problema na foto (falta do grampo de bateria), entende a necessidade (é preciso substituir a peça), chama a ferramenta CAD para modelar e entrega diretamente um arquivo pronto para impressão 3D — concluindo um fluxo completo, da identificação do problema à solução, sem necessidade de intervenção gradual do humano.
O que significa a abertura total da CUDA X para os Agents?
Jensen Huang anunciou que a biblioteca CUDA X da NVIDIA já foi aberta totalmente para AI Agents, e que a eficiência de uso do Agent supera a de desenvolvedores humanos. Isso significa que a infraestrutura central de aceleração de IA da NVIDIA foi oficialmente expandida para o ecossistema de desenvolvimento de Agents, oferecendo aos desenvolvedores bases de chamada de ferramentas mais eficientes.