A União Europeia está se preparando para reabrir seu regulamento de Mercados de Ativos Cripto (MiCA), provavelmente em 2027, para regular emissores de stablecoins fora da UE, disseram diplomatas da UE à Euronews. A iniciativa ocorre após a aprovação do U.S. GENIUS Act pelo presidente Trump e sua promoção de stablecoins lastreadas no dólar, que representam 97% do mercado global de stablecoins. O MiCA entrou em vigor totalmente em 1º de julho, mas o atual arcabouço não regula empresas fora da UE que emitem stablecoins e operam na Europa, uma lacuna que Bruxelas agora busca preencher. A Comissão Europeia está consultando stakeholders até 30 de setembro antes de decidir se reabrirá oficialmente a lei, com possíveis revisões previstas para 2027.
O atual arcabouço do MiCA não regula especificamente empresas fora da UE que emitem stablecoins, mas operam na Europa, segundo a Euronews citando diplomatas da UE. Stablecoins são tokens atrelados a um ativo do mundo real, geralmente o dólar americano, e por estarem fora do sistema bancário tradicional, escapam às regras bancárias. Regulá-los é ainda mais difícil porque uma única stablecoin pode ser emitida por múltiplas entidades em diferentes jurisdições. A revisão também deve ampliar o escopo do MiCA para cobrir tecnologias emergentes, incluindo pagamentos tokenizados e depósitos, que os oficiais esperam que cresçam nos próximos anos. "Reabrir o processo parece inevitável nesta fase", afirmou um diplomata à Euronews, citando pressão de instituições europeias, especialmente o BCE, e o rápido avanço regulatório e tecnológico no exterior.
A revisão é uma resposta direta às ações nos EUA, relatou a Euronews. No ano passado, Trump assinou a lei GENIUS, criando um arcabouço federal para stablecoins lastreadas no dólar, e promoveu os tokens como uma forma de ampliar o alcance da moeda americana. Com cerca de 97% das stablecoins globais atreladas ao dólar, oficiais da UE preocupam-se com uma enxurrada de tokens em dólares na Europa. Os riscos são grandes e crescentes: a oferta total de stablecoins aumentou mais de 50% em 2025, atingindo cerca de US$ 317 bilhões em abril, segundo o Federal Reserve. O MiCA já remodelou o mercado de stablecoins na Europa, com plataformas como Revolut removendo a stablecoin USDT da Tether, favorecendo emissores autorizados como a Circle.
O Banco Central Europeu tem sido a voz mais contundente por regras mais rígidas. A presidente Christine Lagarde advertiu repetidamente que stablecoins em dólar podem esvaziar depósitos bancários e erodir a soberania monetária do euro, argumentando que a Europa deve construir sua própria infraestrutura pública ao invés de copiar o modelo dos EUA. Em março, o BCE revelou uma estratégia de pagamentos baseada em duas iniciativas, Pontes de curto prazo e Appia de longo prazo, para liquidar transações baseadas em DLT em dinheiro de banco central.
Por ora, o processo está em seus estágios iniciais. A Comissão está coletando feedbacks até 30 de setembro antes de decidir se reabrirá formalmente o lei do MiCA, com possíveis revisões previstas para 2027.
O que a UE anunciou sobre o MiCA em 2027?
A União Europeia está se preparando para reabrir seu regulamento de Mercados de Ativos Cripto (MiCA), provavelmente em 2027, para regular emissores de stablecoins fora da UE, disseram diplomatas da UE à Euronews. A Comissão Europeia está consultando stakeholders até 30 de setembro antes de decidir se reabrirá oficialmente a lei.
Por que a UE está revisando o MiCA?
A iniciativa ocorre após a aprovação do U.S. GENIUS Act pelo presidente Trump e sua promoção de stablecoins lastreadas no dólar, que representam 97% do mercado global de stablecoins. O atual arcabouço do MiCA não regula empresas fora da UE que emitem stablecoins e operam na Europa, uma lacuna que Bruxelas agora busca preencher.
O que o BCE disse sobre stablecoins em dólar?
A presidente do BCE, Christine Lagarde, advertiu repetidamente que stablecoins em dólar podem esvaziar depósitos bancários e erodir a soberania monetária do euro. Em março, o BCE revelou uma estratégia de pagamentos baseada em duas iniciativas, Pontes e Appia, para liquidar transações baseadas em DLT em dinheiro de banco central.
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