Entre 15:15 e 22:30 (UTC) de 15 de junho de 2026, a ETH despencou 0,94% em 15 minutos; o preço caiu de 1.811,05 USDT para 1.789,35 USDT, com amplitude de 1,20%. A correção ocorreu após um repique intradiário — no dia, a ETH fechou em alta de 3,79%, mas, durante a sessão de mercados da Europa e dos EUA, parte dos compradores de curto prazo preferiu realizar lucros, o que levou a um recuo rápido no fim do pregão.
O principal motor dessa oscilação foi que o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã já havia sido amplamente precificado pelo mercado na sessão asiática, e a partir daí, na sessão Europa-EUA, houve realização de lucros. Em 15 de junho de 2026, os EUA e o Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz; com isso, os ativos de risco reagiram com alta geral, e o Bitcoin subiu 4,14% no dia, ultrapassando US$ 65.000. Porém, quando chegou o horário UTC 22:15 — que corresponde a 18:15 no horário do leste dos EUA (pouco depois do fechamento das bolsas americanas) — alguns traders de curto prazo optaram por zerar posições e sair do mercado, fazendo a ETH recuar do topo do dia.
Em segundo lugar, o teste técnico de US$ 1.700 como resistência de curto prazo falhou, e ordens de venda programadas foram acionadas. O preço ficou operando abaixo de todas as principais médias móveis; a média de 21 dias, em US$ 1.836,75, atuou como pressão. No intervalo de US$ 1.700 a US$ 1.800, há grande volume de ordens de realização de prejuízo/ajuste e vendas para travar lucros. Além disso, saídas líquidas contínuas do ETF enfraqueceram o suporte da compra institucional, e o índice de Medo e Ganância permaneceu na faixa de “medo extremo”, em 18. A liquidez do mercado também ficou insuficiente, já que as reservas das corretoras atingiram a mínima histórica; as vendas de realização de lucros de grandes baleias ampliaram ainda mais a volatilidade.
Agora, US$ 1.650 é um nível de suporte crucial; se o fechamento diário ficar abaixo desse patamar, o preço pode buscar US$ 1.500. Os investidores precisam acompanhar de perto o fluxo de recursos dos ETFs, o comportamento das grandes baleias on-chain e mudanças na política macro, para se proteger do risco de oscilações no curto prazo.