BYD mira 5,5 milhões de vendas globais em 2026 com impulso de expansão no exterior

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A BYD espera que as vendas no exterior aumentem acentuadamente em 2026, à medida que a fabricante chinesa de veículos elétricos acelera sua expansão global, apesar de a demanda mais ampla do mercado de veículos elétricos estar mais fraca, segundo a Bloomberg. A empresa pretende vender de 3,5 milhões a 4 milhões de veículos na China e mais 1,5 milhão no exterior, o que implica entregas globais de até 5,5 milhões de unidades no próximo ano.

Metas de Vendas e Estratégia no Exterior

O JPMorgan disse que a administração citou pedidos por modelos de carregamento rápido como motor do crescimento. Veículos híbridos plug-in representaram mais de metade das vendas da BYD no exterior nos primeiros quatro meses de 2025, e modelos voltados apenas para a Europa estão sendo planejados.

Mix de Veículos e Expansão de Margem

A perspectiva da BYD se apoia em uma mudança para veículos mais caros, com margens melhores, movimento que o JPMorgan acredita que muitos investidores ainda subestimam. O JPMorgan estima que, até o quarto trimestre de 2026, mais de 30% das vendas da BYD na China virão de novos modelos com preços principalmente acima de 200.000 iuan (US$29.000). Em 2025, cerca de 70% das vendas ficaram abaixo de 150.000 iuan (US$22.000).

O JPMorgan estima que esse mix pode elevar o lucro por veículo em mais de 5.000 iuan (US$740), o que ajudaria a absorver custos mais altos e a pressão de preços.

O impulso às exportações também ocorre quando o mercado de veículos de nova energia da China (NEV) desacelera. O crescimento caiu de 97% em 2022 para 38% em 2023, enquanto as margens de lucro das montadoras caíram de 8,7% em 2015 para 4,3% em 2023, segundo a Rhodium Group, um grupo de pesquisa de políticas públicas, citando dados da China Passenger Car Association.

Tarifas da UE e Resposta de Manufatura

As ambições da BYD no exterior esbarram em novas tarifas da União Europeia (UE) sobre veículos elétricos a bateria (BEVs) fabricados na China. A ING calcula que a alíquota total pode chegar a 45,3% quando a tarifa padrão de carros de 10% da UE for incluída.

O Center for Strategic and International Studies (CSIS), um grupo de pesquisa de políticas com sede em Washington, diz que uma possível resposta é impulsionar híbridos plug-in na UE, porque essas tarifas se aplicam a veículos elétricos a bateria.

A Rhodium Group estima que a BYD ganha cerca de 13.000 euros (US$15.000) a mais em cada Seal U vendido na UE do que em um vendido na China. Mesmo com uma alíquota de 30%, a UE ainda ofereceria um prêmio de lucro, o que mantém as exportações atrativas.

A ING diz que as tarifas podem acelerar a manufatura local na Europa, onde a BYD já está montando operações na Hungria e na Turquia.

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