De 7 de junho de 2026, 12:00 a 12:15 (UTC), o BTC caiu rapidamente 0,87% no espaço de 15 minutos, com preço variando entre 62.049,2 - 62.639,9 USDT, e amplitude de 0,94%. A volatilidade do mercado aumentou significativamente, e a análise técnica no curto prazo mostra um padrão fraco.
O principal motor dessa oscilação foi a combinação de pressão vendedora institucional com saídas contínuas de recursos do ETF. A Strategy, que é a maior detentora corporativa de BTC do mundo, anunciou em 1º de junho a venda de 32 BTC — a primeira redução de posição da empresa desde 2022 —, sinalizando diretamente uma possível abalada na confiança institucional. Ao mesmo tempo, os recursos do ETF à vista aceleraram a saída: em maio, o volume de saída líquida atingiu US$ 2,43 bilhões; em junho, o fluxo de saída continuou, com saídas líquidas ininterruptas por 10 pregões desde 20 de maio, somando mais de US$ 3 bilhões em pressão vendedora, o que provocou um “vácuo” na demanda compradora no mercado à vista.
Além disso, a piora do cenário macro se combinou com o rompimento da estrutura técnica. A escalada da tensão geopolítica no Oriente Médio impulsionou a alta do preço do petróleo acima de US$ 90 por barril, reforçando as expectativas de inflação e reduzindo as apostas de corte de juros pelo Fed. Com isso, o Bitcoin — como ativo de risco — ficou pressionado sob a expectativa de aperto de liquidez. No aspecto técnico, após a perda do nível-chave de suporte de US$ 75.000, disparou-se uma sequência de liquidações fortes de posições long alavancadas. No começo de junho, o BTC já havia rompido o patamar psicológico de US$ 60.000, pela primeira vez em 20 meses. O sentimento do mercado segue dentro da faixa de pânico: o índice de medo oscila entre 27 e 31 pontos. As liquidações concentradas dos longs alavancados geraram um ciclo de feedback negativo, ampliando ainda mais a pressão vendedora no curto prazo.
Agora, é importante acompanhar a disputa pelo suporte mais profundo de US$ 68.300 e pela faixa de resistência de US$ 73.800 - 75.000. Se os fluxos de recursos do ETF não conseguirem reverter, e com a geopolítica escalando ainda mais, o preço pode voltar a testar o patamar psicológico de US$ 60.000. O risco de volatilidade no curto prazo ainda persiste; recomenda-se acompanhar os fluxos de fundos on-chain e as mudanças nas políticas macro.