De acordo com o presidente do Afreximbank, George Elombi, em uma coletiva de imprensa em Abuja na quarta-feira, o Banco Africano de Exportação e Importação comprometeu um total de US$ 125 milhões para a empresa de mobilidade elétrica Spiro, sinalizando sua mudança de financiamento de exportações de minerais brutos para a construção de uma cadeia de valor integrada de baterias na África. O braço de investimento de impacto do banco investiu US$ 75 milhões em capital em outubro de 2025, enquanto uma linha separada de dívida de US$ 50 milhões foi finalizada no início de 2026 com co-investidores. "Queremos pessoas que minerem e processem em casa", disse Elombi, acrescentando que o Afreximbank não financiará mais projetos que exportem lítio não processado.
A África possui cerca de 26,7 milhões de toneladas de reservas de lítio identificadas, cerca de 5-6% dos suprimentos globais, mas a maioria dos países atualmente exporta minério bruto, perdendo estágios de fabricação de maior valor para produtores estrangeiros. Zimbábue, Namíbia e Gana restringiram as exportações de lítio bruto, enquanto a Nigéria atraiu mais de US$ 1,3 bilhão em compromissos de processamento de empresas chinesas. Marrocos está construindo a maior fábrica de baterias de lítio-íon da África com um investimento planejado de US$ 6,4 bilhões pela Gotion High-Tech, enquanto Zâmbia e RDC estão desenvolvendo uma zona econômica especial de baterias de US$ 2,7 bilhões.