Num desabafo recente, um analista de criptomoedas argumenta que algumas das maiores corporações do mundo estão silenciosamente alinhadas por trás de uma única rede que a maioria dos traders de retalho mal menciona: Hedera.
Enquanto os feeds sociais se perdem em tokens de IA e memecoins, o Crypto Banter aponta para um sinal diferente — implantações empresariais, assentos de governança e fluxo real de transações — convergindo numa única ledger pública.
O exemplo mais tangível no vídeo é Avery Dennison, uma empresa de rótulos e materiais avaliada em cerca de 9 mil milhões de dólares. A sua plataforma, Atma.io, rastreia bilhões de itens físicos ao longo das cadeias de abastecimento globais “desde a fábrica até à prateleira”.
Segundo o Crypto Banter, este sistema DeFi não é um piloto ou demonstração de testnet: está em produção e “funciona na blockchain” hoje — especificamente na Hedera, não na Ethereum, Solana ou outras Layer 1 preferidas pelo retalho.
Isto enquadra-se num padrão mais amplo: 49 grandes organizações de setores como tecnologia, finanças, telecomunicações, energia, jurídico e academia governam coletivamente a rede Hedera através do Conselho Hedera.
Grandes nomes citados incluem Google, IBM, Dell, Deutsche Telekom, LG, Standard Bank, Shinhan Bank, Nomura, BitGo, EDF, Repsol, Dentons, DLA Piper, ServiceNow, Ubisoft, London School of Economics, IIT Madras, Universidad de Alcalá, Avery Dennison e Mondelez.
O analista enfatiza que estas empresas não são meramente “parceiras” ou consultoras, mas governantes: operam nós, votam em mudanças de protocolo e colocam reputações em jogo. O modelo do conselho, como descrito, atribui 39 votos, sem que um único membro detenha mais de um, e com mandatos que rotacionam.
Essa estrutura, argumenta o analista, é importante para equipas de conformidade que precisam de controlo distribuído demonstrável antes de aprovar o uso em produção.
Vários players financeiros são destacados. O Standard Bank, descrito como o maior banco de África por ativos, e o Shinhan Bank, da Coreia, não estão a “explorar blockchain”, mas a atuar como membros do conselho.
Além disso, o Crypto Banter sugere que o interesse deles é impulsionado por pagamentos transfronteiriços e infraestrutura de stablecoins em regiões onde os pagamentos são “quebrados, lentos, caros e fragmentados”. Taxas inferiores a um cêntimo e finalização em 3–5 segundos são apresentados como requisitos de negócio, não como tópicos de especulação.
Na vertente tecnológica, o vídeo nota que a Hedera usa um consenso de hashgraph em vez de uma blockchain tradicional, alegando mais de 10.000 transações por segundo, taxas previsíveis inferiores a um cêntimo (sem leilões de gás) e status verificado de carbono negativo — tudo enquadrado como critérios para empresas sensíveis a ESG e custos.
A tese central é sobre timing e tokenomics. De 2018 a 2022, o analista caracteriza a atividade empresarial como “pilotos e experimentos”.
Com ETFs, grandes gestores de ativos tokenizando fundos, e uma clareza regulatória emergente em 2023–2024, eles argumentam que 2025–2026 será a fase de implantação, quando os pilotos se transformarão em infraestrutura. Ao contrário de projetos privados e permissionados anteriores, sem tokens, a Hedera é pública, com HBAR como ativo nativo.
O Crypto Banter afirma então que, quando o Standard Bank liquida pagamentos, quando o Atma.io regista eventos na cadeia de abastecimento, ou quando o ServiceNow integra fluxos de trabalho blockchain, “o HBAR move-se” — implicando uma ligação direta entre uso empresarial e procura de tokens.
Para os investidores, o sinal é onde o “capital sério” e as implantações operacionais estão a concentrar-se, mesmo que a maior parte da atenção do mercado permaneça nas narrativas de curto prazo. Se o analista estiver certo, até que a “adoção empresarial” se torne uma história mainstream de retalho, grande parte da descoberta de preço do HBAR e ativos semelhantes já terá ocorrido.
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Quais empresas estão no Conselho Hedera? Google, IBM, Dell, Deutsche Telekom, LG, Standard Bank, Shinhan Bank, Nomura, BitGo, ServiceNow, Ubisoft, EDF, Repsol, Dentons, DLA Piper, Avery Dennison, Mondelez, e várias universidades, entre outros, totalizando 49 membros.
A Hedera já está a ser usada em produção? Sim, segundo o analista, o Avery Dennison’s Atma.io é um sistema de produção ao vivo que rastreia bilhões de itens na Hedera, não um teste ou piloto.
Como a Hedera difere das blockchains empresariais típicas? O analista contrasta o HBAR com redes privadas e permissionadas do passado, enfatizando que a Hedera é uma ledger pública com um token nativo (HBAR), onde toda a atividade empresarial flui através do ativo.
O que tudo isto significa para os investidores em criptomoedas? O vídeo sugere que monitorizar a governança e as implantações empresariais — em vez de apenas narrativas de retalho — pode oferecer insights mais precoces sobre onde o valor a longo prazo pode acumular-se no mercado.