Aave Labs apresentou uma nova proposta de estrutura de licenciamento em duas partes para os repositórios V4, que expandiria as contribuições da comunidade e proporcionaria mais clareza sobre o uso dos repositórios. A Labs publicou uma VERIFICAÇÃO TEMPORÁRIA detalhando a nova proposta. Ela sugere duas estruturas: uma Licença de Origem Empresarial (BUSL) para o código principal do V4, e um Acordo de Licenciamento de Contribuidores (CLA) que se estende a qualquer desenvolvedor que contribua com código para a rede. Uma VERIFICAÇÃO TEMPORÁRIA na Aave é uma votação não vinculativa e fora da cadeia que serve para avaliar como a comunidade se sente em relação a uma proposta antes de ela ser submetida a uma votação oficial.
Aave Labs propõe uma estrutura de licenciamento em duas partes para os repositórios canônicos do Aave V4.
Ela delineia uma licença baseada em BUSL para a base de código principal, e um Acordo de Licenciamento de Contribuidores (CLA) para qualquer pessoa que queira contribuir com o código. pic.twitter.com/LXbPXE5fJy
— Aave (@aave) 10 de março de 2026
O V4 é a versão mais recente do protocolo Aave e espera-se que seja totalmente implementado este ano, fazendo a transição da rede DeFi do V3, na qual atualmente depende. Sob o V3, a rede adotou uma estrutura de licenciamento BUSL, onde a base de código era protegida contra uso comercial por um período definido antes de ser open source. No entanto, com o V4, a rede sugere algumas mudanças. Segundo a Labs, um dos fatores por trás dessas mudanças é que ela espera contribuições significativamente maiores da comunidade do que com o V3. Em segundo lugar, busca fornecer clareza; sob o V4, cada arquivo no repositório conterá um pequeno identificador de licença no seu cabeçalho, indicando qual licença rege seu código. Anteriormente, uma única licença se aplicava a toda a base de código. Preparativos para o Aave V4 em meio a falha de $27 milhões De acordo com a proposta, as estipulações da licença BUSL não mudarão em relação ao V3. A DAO será a proprietária da base de código do V4 (que atualmente tem os direitos autorais detidos pela Labs em nome da DAO), que se tornará open source na Data de Mudança, que será dentro de cinco anos a partir da data de lançamento. Usuários que desejarem contribuir com código para o V4 terão que aceitar o CLA, concedendo à comunidade inteira o direito de acessar o código que contribuírem. Isso dará à comunidade “um direito consistente e irrevogável de usar, incorporar e sublicenciar sua contribuição como parte da base de código canônica”, diz a VERIFICAÇÃO TEMPORÁRIA. A proposta surge no mesmo dia em que os usuários da Aave sofreram liquidações de $27 milhões após uma falha que afetou o preço oracular do wstETH. Segundo analistas de blockchain, o protocolo não incorreram em dívidas ruins, mas alguns usuários com posições saudáveis foram liquidados de forma injusta. A falha é atribuída à Chaos Labs, principal fornecedora de gestão de risco da Aave, cujo sistema reduziu a proporção wstETH/stETH, fazendo o preço do wstETH parecer mais baixo do que realmente era. Isso levou à queda no valor do colateral dos usuários e algumas posições abaixo do limite de liquidação, apesar de estarem em posições saudáveis na realidade. Omer Goldberg, fundador da Chaos Labs, reconheceu o erro e revelou que todos os usuários afetados seriam totalmente reembolsados.
1/ Configuração incorreta do stETH CAPO
Hoje, uma configuração incorreta no oracle CAPO da Aave causou liquidações de wstETH E-Mode, resultando em uma perda de 345 ETH.
Nenhuma dívida ruim foi incorrida, e todos os usuários afetados serão totalmente reembolsados.
Mais abaixo.
— Omer Goldberg (@omeragoldberg) 10 de março de 2026
Aave tem sido abalado por conflitos internos entre seus grupos de liderança, com a BGD Labs e a Aave Chan Initiative anunciando que sairão nos próximos meses. Ambos culparam a Labs por sua saída.