O Japão planeia aprovar ETFs de criptomoedas até 2028, à medida que os reguladores expandem as regras de ativos e fortalecem a proteção dos investidores em todo o país.
Nomura e SBI apoiam ETFs de criptomoedas no Japão, enquanto os fundos de bitcoin nos EUA demonstram forte procura por exposição regulamentada globalmente.
A Ásia avança mais rapidamente em ETFs de criptomoedas e stablecoins, impulsionando o Japão a atualizar as regras de ativos digitais para manter a competitividade.
O Japão está a preparar-se para aprovar os seus primeiros fundos negociados em bolsa de criptomoedas em 2028, de acordo com um relatório da Nikkei Asia. A Agência de Serviços Financeiros planeia incluir criptomoedas na lista de ativos aprovados para ETFs. Ao mesmo tempo, os reguladores pretendem reforçar os padrões de proteção dos investidores.
O Japão planeia legalizar ETFs de criptomoedas até 2028 com uma taxa fixa de 20 por cento. A medida oficial da FSA segue-se aos lançamentos de ETFs em Hong Kong, Coreia do Sul.
— Be_In_Headlines (@BIC_headlines) 26 de janeiro de 2026
Esta abordagem indica uma expansão controlada, em vez de uma liberalização rápida do mercado. As autoridades pretendem equilibrar a inovação com a gestão de riscos nos mercados de capitais.
Espera-se que os principais grupos financeiros apoiem os lançamentos iniciais na Bolsa de Valores de Tóquio. Nomura Holdings e SBI Holdings estão posicionados para liderar o desenvolvimento e a distribuição de produtos. O envolvimento deles reflete uma forte confiança institucional na exposição regulamentada a criptomoedas.
Entretanto, os formuladores de políticas citaram a escala dos fundos de Bitcoin à vista nos EUA como referência. Esses produtos agora controlam cerca de 115,8 mil milhões de dólares em ativos. Este valor representa aproximadamente 6,5% do valor de mercado do Bitcoin. Consequentemente, os reguladores japoneses veem os ETFs como uma estrutura familiar para investidores cautelosos.
O governo delineou uma agenda mais ampla de finanças digitais antes da aprovação dos ETFs. Os responsáveis classificaram 2026 como um ano de marco para ativos digitais. Os planos incluem reduzir os impostos sobre lucros de criptomoedas para uma taxa fixa de 20%. Além disso, bancos e corretoras obteriam permissão para deter e negociar criptomoedas.
Os reguladores também pretendem classificar Bitcoin e Ether como produtos financeiros. Essa mudança alinharia mais estreitamente com ações e fundos. Pesquisas mostram que mais de 60% dos investidores locais desejam exposição a criptomoedas através de veículos regulamentados. Portanto, as autoridades veem os ETFs como uma ponte entre a procura e a conformidade.
Pressão Regional Cresce em Toda a Ásia
Outros mercados asiáticos estão a avançar mais rapidamente em ETFs de criptomoedas. Hong Kong lançou fundos que acompanham Bitcoin, Ether e Solana há um ano. Esses produtos permitem subscrições e resgates em espécie. Os investidores podem trocar ativos subjacentes por ações do fundo.
Entretanto, a Coreia do Sul está a avançar com a Lei Básica de Ativos Digitais. Os legisladores esperam concluir a legislação no primeiro trimestre deste ano. O quadro apoiaria aprovações de ETFs de criptomoedas à vista. Como resultado, o Japão enfrenta uma crescente pressão regional para modernizar as regras. A aprovação ajudaria o país a manter-se competitivo com os centros financeiros próximos.
O Japão já aprovou a sua primeira stablecoin atrelada ao iene sob supervisão rigorosa. A medida demonstra o conforto regulatório com modelos de moeda digital controlados. Hong Kong planeia emitir as suas primeiras licenças de stablecoin neste trimestre. A Coreia do Sul também está a preparar um quadro para stablecoins atreladas ao won. Juntos, esses passos refletem uma pressão regional em direção a dinheiro digital regulamentado. Consequentemente, os ETFs e as stablecoins parecem estar destinados a evoluir em paralelo sob uma supervisão unificada.