
O Soulbound Token (SBT) é uma credencial on-chain permanentemente atrelada a um endereço de carteira específico, sem possibilidade de transferência. Esse tipo de token foi criado para funcionar como uma prova nativa de identidade, qualificação ou reputação na blockchain — reconhecendo exclusivamente o endereço designado. Normalmente, um emissor confiável emite um token ou distintivo não transferível diretamente para o seu endereço de carteira. Esses tokens não podem ser transferidos ou negociados por terceiros.
Você pode enxergar o Soulbound Token como um “RG ou certificado on-chain”, que sinaliza para aplicações que aquele endereço passou por determinada verificação ou possui uma qualificação específica.
Os Soulbound Tokens tornam a identidade e a reputação verificáveis diretamente na blockchain.
Em diversos cenários Web3, diferenciar usuários reais de bots ou contas sybil é essencial. Os Soulbound Tokens agregam credenciais verificáveis aos endereços de carteira, elevando o custo para agentes mal-intencionados e permitindo airdrops mais precisos, controles de acesso, governança e gestão de riscos mais eficazes.
Para o usuário comum, os Soulbound Tokens proporcionam oportunidades de participação mais justas e recompensas adequadas. Por exemplo, após concluir um KYC ou comprovar uma contribuição, o usuário pode receber airdrops mais relevantes ou acesso a empréstimos com menor exigência de colateral.
Contudo, há riscos: exposição de privacidade, informações irreversíveis e danos à reputação se o endereço for comprometido. Emissores devem adotar mecanismos de revogação, ocultação ou reatribuição, e usuários precisam ser orientados a proteger suas carteiras com rigor.
Os Soulbound Tokens são emitidos por emissores e possuem restrição total de transferência.
O processo padrão envolve um emissor confiável (como exchange, instituição de ensino ou DAO) que emite uma credencial “não transferível” para o seu endereço por meio de um smart contract. O contrato bloqueia funções de transferência, permitindo apenas emissão e consulta; alguns contratos também oferecem revogação ou atualização.
A verificação normalmente consiste em checar se o endereço possui o token ou ler campos simples de dados inseridos no token. Para garantir simplicidade e baixo custo, a maioria das credenciais indica apenas o status binário “possui/não possui” ou traz informações mínimas.
No Ethereum, abordagens comuns incluem padrões simplificados (como NFTs não transferíveis somente leitura) ou ferramentas de atestação (como o Ethereum Attestation Service, que emite declarações verificáveis). O princípio central é garantir que um endereço obtenha elegibilidade comprovável.
Se você perder acesso ao seu endereço, algumas soluções permitem “reatribuição” de credenciais — seja por reemissão após verificação pelo emissor ou migração da qualificação via recuperação social. A possibilidade de migração ou revogação dos tokens depende da implementação do contrato e da política do emissor.
São mais frequentes em processos de KYC, airdrops e controle de acesso.
Em exchanges, após aprovação no KYC, o usuário recebe uma credencial não transferível para seu endereço, usada para acesso a whitelists ou verificação de identidade on-chain. O token BAB (Binance Account Bound), por exemplo, permite que os detentores participem de whitelists de projetos e triagens de airdrop.
No acompanhamento de comunidades e contribuições, o Gitcoin Passport reúne múltiplas contas e comportamentos on-chain em uma pontuação de reputação utilizada por aplicativos para evitar ataques sybil e distribuir incentivos. Diversos DAOs utilizam distintivos não transferíveis para registrar participação em votações e conclusão de tarefas, atribuindo pesos de governança mais precisos.
No DeFi e gestão de acesso, projetos podem exigir a posse de SBT como condição — liberando acesso a testnets, airdrops de qualidade ou reduzindo exigência de colateral em empréstimos baseados em reputação. SBTs também são comuns em listas de bloqueio e controles de risco, restringindo novas participações de endereços infratores.
Em eventos, exchanges como a Gate frequentemente se unem a plataformas como a Galxe para emitir distintivos não transferíveis após tarefas concluídas. Esses distintivos funcionam como Soulbound Tokens, servindo de credencial de entrada em eventos ou whitelist, evitando participações duplicadas e ataques sybil.
Vincule sua carteira pela página oficial do projeto.
Passo 1: Escolha o emissor. Certifique-se de que a fonte da credencial é confiável — como exchanges para credenciais de compliance, instituições de ensino para certificados de cursos ou comunidades para distintivos de contribuição.
Passo 2: Realize a verificação. Pode envolver KYC, vinculação de conta ou conclusão de tarefas. Conecte o endereço da sua carteira à sua conta, usando um endereço seguro e de uso frequente.
Passo 3: Emissão ou assinatura. Conecte sua carteira na página do emissor e clique em “Claim/Mint” para autorizar o smart contract a emitir a credencial não transferível; alguns serviços usam atestações que exigem apenas assinatura on-chain.
Passo 4: Visualize on-chain. Consulte seus ativos em um explorador de blocos ou painel do projeto para confirmar a credencial e a impossibilidade de transferência.
Passo 5: Segurança e privacidade. Evite expor publicamente endereços com informações sensíveis; se desejar separar identidades, utilize endereços dedicados e faça backup das frases de recuperação ou ative a recuperação social.
A adoção cresce rapidamente entre 2024 e 2025.
No quarto trimestre de 2025, o número de detentores do BAB da Binance superou várias centenas de milhares — resultado de demandas de compliance e acesso a projetos — mostrando maior aceitação dos usuários a credenciais on-chain.
Durante 2025, o total de atestações via Ethereum Attestation Service segue em alta, ultrapassando cem milhões de declarações no setor. Redes Layer 2 de baixo custo e ferramentas de assinatura em lote facilitaram a on-chainização de qualificações e reputação por parte dos projetos.
No último ano, o Gitcoin Passport foi cada vez mais utilizado como ferramenta anti-sybil e de distribuição ponderada, com crescimento de endereços ativos. O destaque é a ênfase em “participação qualificada” em airdrops e testnets, e não só no volume de tarefas.
Ao mesmo tempo, padrões de identidade e melhores práticas evoluem. Padrões simplificados para NFTs não transferíveis já são amplamente adotados; na privacidade, mais emissores oferecem revogação/atualização e divulgação mínima para reduzir preocupações quanto ao vínculo permanente de dados sensíveis.
NFTs são transferíveis; Soulbound Tokens não.
NFTs funcionam como “cartas colecionáveis negociáveis”, focando em propriedade e liquidez. Já os Soulbound Tokens são semelhantes a “certificados ou credenciais pessoais”, com ênfase em qualificação e reputação — não podem ser transferidos nem especulados.
O foco de aplicação também diverge: NFTs são usados para colecionáveis de arte, ativos de jogos e ingressos; Soulbound Tokens servem para verificação de identidade, controle de acesso, peso de governança e gestão de riscos. O valor dos SBTs não é determinado pelo mercado, mas sim pelas qualificações definidas pelo emissor.
Não. A principal característica do Soulbound Token é a não transferibilidade — uma vez emitido, ele fica permanentemente vinculado ao seu endereço de carteira. Isso o diferencia totalmente de NFTs ou tokens comuns, que podem ser comprados ou vendidos livremente. A não transferibilidade garante autenticidade e exclusividade das suas conquistas e identidade. Por isso, Soulbound Tokens são usados para registrar realizações pessoais, e não como ativos negociáveis.
Sim. Como os Soulbound Tokens estão diretamente vinculados ao seu endereço de carteira, a perda de acesso significa que não será possível recuperá-los. Esse é um risco importante: embora os SBTs reforcem a exclusividade do endereço, exigem gestão cuidadosa da chave privada. O recomendado é usar soluções seguras de armazenamento, como carteiras hardware, para contas que contenham Soulbound Tokens.
Soulbound Tokens são usados principalmente para verificação de identidade, registro de conquistas e construção de reputação de crédito. Eles podem comprovar conclusão de cursos, participação em projetos ou aquisição de habilidades — sendo úteis em certificações educacionais, documentação de histórico profissional, provas de contribuição comunitária, entre outros. No futuro, SBTs também poderão ser utilizados em protocolos de empréstimo como indicadores de crédito para facilitar melhores condições de financiamento.
Soulbound Tokens usam a tecnologia blockchain para garantir transparência, descentralização e resistência à adulteração. Certificados digitais tradicionais dependem de autoridades centralizadas; já os SBTs são garantidos por smart contracts e podem ser verificados on-chain por qualquer pessoa. Os SBTs ainda permitem a criação de perfis on-chain completos e verificáveis para identidades digitais individuais.
Os Soulbound Tokens são emitidos e gerenciados principalmente em blockchains públicas como Ethereum ou Polygon, por meio de plataformas oficiais de projetos ou carteiras Web3 compatíveis. A Gate não oferece funções de negociação para SBTs (por serem intransferíveis), mas é possível visualizar informações de projetos relacionados ao conectar sua carteira na Gate. Para gerenciamento direto de SBTs, carteiras como MetaMask são recomendadas.


