
A criptografia de chave pública é um método criptográfico baseado em um par “chave pública + chave privada”. A chave pública pode ser compartilhada livremente, enquanto a chave privada permanece sob controle exclusivo do titular. Esse sistema permite que terceiros criptografem mensagens utilizando a sua chave pública, sendo que apenas sua chave privada pode realizar a descriptografia. Da mesma forma, ao assinar dados com sua chave privada, qualquer pessoa pode verificar a assinatura por meio da sua chave pública.
Imagine uma fechadura: o tipo da fechadura (chave pública) é visível para todos e serve para verificação ou criptografia, mas apenas a chave física (chave privada) em sua posse pode abrir a porta. No universo blockchain, endereços de carteira, assinaturas de transação e logins de identidade descentralizada são fundamentados nesse mecanismo.
A criptografia de chave pública sustenta tanto endereços de carteira quanto assinaturas de transação. Sem ela, não seria possível verificar “quem iniciou uma ação” na blockchain. Essa tecnologia viabiliza transferências de ativos, interações com smart contracts e logins em dApps, permitindo autenticação de identidade e permissões sem o uso de nomes de usuário e senhas tradicionais.
Em grande parte das carteiras, o endereço é derivado da chave pública. Ao realizar uma transferência, você assina a transação com sua chave privada; os nós da rede utilizam sua chave pública para validar a assinatura e confirmar que você autorizou a operação. Ao conectar-se a um dApp e “assinar uma mensagem”, esse processo também depende da criptografia de chave pública para comprovar a propriedade do endereço.
O princípio central da criptografia de chave pública é a “assimetria”: criptografia e descriptografia — ou assinatura e verificação — utilizam duas chaves distintas. Se o sentido for invertido, a operação falha. Para criptografia, terceiros usam sua chave pública para criptografar dados, que só podem ser descriptografados por sua chave privada. Para assinaturas, você gera uma assinatura com sua chave privada, que qualquer pessoa pode validar usando sua chave pública.
Esse mecanismo depende de problemas matemáticos “unidirecionais”: é praticamente impossível calcular a chave privada a partir da chave pública, embora seja fácil gerar uma assinatura válida com a chave privada. As principais implementações são RSA e Criptografia de Curvas Elípticas (ECC), que utilizam estruturas matemáticas distintas para garantir a segurança — fácil em um sentido, difícil no outro.
Carteiras utilizam criptografia de chave pública para gerar endereços e usam a chave privada para assinar transações, permitindo que a rede valide e registre as operações. Em geral, os usuários interagem apenas com seus endereços e solicitações de assinatura; a chave privada é armazenada de forma segura pelo usuário ou pela plataforma.
Etapa 1: Ao criar uma carteira, uma chave privada é gerada junto com uma “frase mnemônica” — um conjunto de palavras que serve como backup legível da chave privada. Ao guardar sua frase mnemônica offline e com segurança, você pode recuperar o acesso aos seus ativos em qualquer carteira compatível.
Etapa 2: A carteira deriva a chave pública e o endereço a partir da chave privada. O endereço funciona como um número de conta — terceiros podem transferir ativos para esse endereço.
Etapa 3: Ao realizar uma transferência ou interagir com um smart contract, a carteira assina a transação com sua chave privada. Os nós da blockchain validam a assinatura com sua chave pública; somente após a verificação a transação é incluída em um bloco.
Em exchanges como a Gate, ao depositar ou sacar fundos, o sistema atribui endereços on-chain à sua conta. Esses endereços são gerados e gerenciados pela infraestrutura da carteira da plataforma, que também utiliza criptografia de chave pública. Você visualiza apenas os endereços e registros de transação; as operações internas são realizadas por meio de gestão segura de chaves e processos de assinatura.
A segurança das assinaturas de transação depende de dois fatores principais: apenas quem possui a chave privada pode gerar uma assinatura válida; qualquer pessoa pode usar a chave pública para verificar a autenticidade da assinatura e garantir que a mensagem não foi alterada.
Ao clicar em “confirmar transferência”, sua carteira reúne os detalhes da transação (endereço do destinatário, valor, taxas de gás etc.) em uma mensagem assinada com sua chave privada. Após os nós da rede validarem a assinatura, confirmam que a operação foi autorizada pelo titular da chave privada. Muitos dApps utilizam assinatura de mensagens em vez de senhas para login — comprovando que você controla o endereço via assinatura.
As assinaturas também incorporam mecanismos anti-replay (como nonces on-chain ou números aleatórios), impedindo que transações antigas sejam reutilizadas. Para os usuários, é essencial revisar o conteúdo exibido em pop-ups de assinatura para evitar aprovar solicitações maliciosas que possam comprometer seus ativos.
A principal diferença está no uso e compartilhamento das chaves: a criptografia simétrica utiliza um único segredo compartilhado para criptografia e descriptografia — remetente e destinatário precisam possuir esse segredo; a criptografia de chave pública utiliza duas chaves — a chave pública pode ser distribuída abertamente, enquanto a chave privada permanece confidencial.
No Web3, a criptografia de chave pública é ideal para identificação e autorização (assinatura e verificação) em redes abertas. Já a criptografia simétrica é mais eficiente para armazenar ou transmitir dados privados (como backups criptografados), pois é adequada ao processamento de grandes volumes de dados. Muitos sistemas combinam ambas: a criptografia de chave pública distribui as chaves simétricas com segurança e a criptografia simétrica gerencia os dados em massa.
Os algoritmos mais utilizados incluem RSA, criptografia de curvas elípticas (ECC) e esquemas de assinatura como ECDSA e Ed25519. O RSA é mais antigo e baseado na fatoração de grandes números inteiros; a ECC utiliza matemática de curvas elípticas para obter segurança equivalente com chaves menores — tornando o processo mais eficiente e econômico para aplicações blockchain.
Em 2024, as principais blockchains utilizam predominantemente ECC: Bitcoin e Ethereum adotam secp256k1; Solana utiliza Ed25519. A ECC proporciona assinaturas menores, processamento ágil e custos reduzidos. O RSA é pouco utilizado em blockchains, mas ainda é comum em sistemas tradicionais. Com o avanço dos padrões de criptografia pós-quântica pelo NIST (2023–2024), o setor se prepara para futuras migrações para algoritmos resistentes à computação quântica.
Nota de glossário: Curva elíptica é uma estrutura matemática especial usada em criptografia assimétrica; Ed25519 é um algoritmo de assinatura de curva elíptica de alto desempenho e fácil implementação.
Iniciantes devem se concentrar em quatro etapas essenciais: gerar, fazer backup, usar e verificar chaves — seguir essas práticas reduz significativamente os riscos.
Etapa 1: Gere uma carteira e faça backup da frase mnemônica offline. Anote a frase mnemônica e guarde em local seguro; nunca faça capturas de tela ou sincronize com nuvem para evitar exposição da chave privada.
Etapa 2: Verifique endereços e conteúdo de assinaturas. Sempre confira os endereços dos destinatários antes de enviar fundos; analise pop-ups de assinatura quanto à origem da solicitação e aos dados específicos para evitar ataques de phishing.
Etapa 3: Prefira carteiras físicas ou módulos seguros. Carteiras físicas mantêm suas chaves privadas isoladas em chips dedicados — o dispositivo só retorna assinaturas quando você aprova operações; a chave privada nunca sai do aparelho.
Etapa 4: Ao depositar ou sacar na Gate, siga as orientações da plataforma para redes e endereços — teste transferências pequenas antes de enviar valores maiores. Ative recursos de segurança da plataforma (como controles de risco ou confirmações secundárias) sempre que houver movimentação de fundos para evitar erros.
Etapa 5: Para gestão de longo prazo, utilize configurações multiassinatura ou custódia MPC. Multiassinatura exige múltiplas chaves para autorizar uma operação; MPC (multi-party computation) distribui o controle da chave privada entre várias partes, reduzindo o risco de falha única.
Nota de risco: Quem obtiver acesso à sua chave privada ou frase mnemônica pode controlar seus ativos. Sempre faça backup offline, armazene em locais diferentes e desconfie de solicitações de assinatura suspeitas.
Os riscos se dividem em duas categorias: erro humano e falhas de implementação. O risco humano inclui vazamento de chaves privadas ou assinatura de mensagens sem análise; riscos técnicos envolvem geração de aleatoriedade de baixa qualidade durante a assinatura ou comprometimento do dispositivo por malware.
Equívoco 1: Fotografar sua frase mnemônica com o celular é seguro. Celulares podem ser sincronizados ou infectados por malware — o que expõe suas chaves privadas.
Equívoco 2: Clicar em “confirmar” sem revisar detalhes da assinatura. Sites maliciosos podem induzir o usuário a autorizar transferências ou assinaturas indesejadas.
Do ponto de vista técnico, assinaturas ECDSA dependem de aleatoriedade de alta qualidade — valores repetidos ou fracos podem expor sua chave privada. Computação quântica é frequentemente debatida: em 2024, não representa ameaça imediata aos algoritmos ECC das principais blockchains, mas especialistas e órgãos reguladores avançam soluções pós-quânticas para mitigar riscos futuros.
A criptografia de chave pública utiliza uma chave pública compartilhada para verificação/criptografia e uma chave privada confidencial para assinatura/descriptografia — formando a base das operações de identidade e ativos no Web3. Entender a relação entre as chaves, como as assinaturas são verificadas e quais algoritmos predominam permite interagir com segurança em carteiras e plataformas como a Gate para depósitos, saques e uso de dApps. Iniciantes devem priorizar backup offline das chaves privadas/mnemônicos, verificação criteriosa de assinaturas, uso de carteiras físicas ou soluções multiassinatura/MPC — e acompanhar os avanços em criptografia pós-quântica e práticas de gestão segura de chaves para proteção de longo prazo.
Não — a chave pública não pode descriptografar dados. Na criptografia de chave pública, dados criptografados com a chave pública só podem ser descriptografados pela chave privada correspondente. É como uma fechadura aberta (chave pública) que qualquer pessoa pode usar para guardar itens, mas apenas a chave física correspondente (chave privada) pode abrir. Essa característica é fundamental para a segurança da criptografia de chave pública.
Criptografia simétrica utiliza um segredo compartilhado para criptografar e descriptografar — é rápida, mas difícil de distribuir com segurança. Criptografia assimétrica utiliza um par de chaves pública/privada: a chave pública criptografa dados, enquanto apenas a chave privada pode realizar a descriptografia — oferecendo segurança superior, porém com cálculos mais complexos. Na prática, ambas são combinadas: a criptografia assimétrica distribui chaves simétricas com segurança; a criptografia simétrica processa grandes volumes de dados de forma eficiente.
PEM é um padrão de formato de arquivo — tanto chaves públicas quanto privadas podem ser armazenadas em formato PEM. Para identificar o tipo de chave, verifique o conteúdo do arquivo: “BEGIN PUBLIC KEY” indica chave pública; “BEGIN PRIVATE KEY” indica chave privada. O formato PEM utiliza codificação Base64 para armazenamento e transmissão de texto de forma conveniente.
Pois a criptografia de chave pública é unidirecional — dados criptografados com a chave pública só podem ser descriptografados pela chave privada correspondente. Compartilhar sua chave pública permite que qualquer pessoa envie mensagens criptografadas para você; apenas você poderá acessá-las, pois detém a chave privada. Se a chave privada for comprometida, um invasor poderá descriptografar todos os dados protegidos por aquela chave pública — comprometendo toda a segurança.
A criptografia de chave pública é amplamente empregada em: validação de certificados SSL em sites HTTPS, assinaturas digitais para verificação de identidade, comunicação por e-mail criptografado, endereços de carteiras blockchain e gestão segura de chaves privadas. Por exemplo, ao acessar o site de um banco, o navegador utiliza a chave pública do servidor para verificar sua identidade; ao sacar criptomoedas na Gate, a chave privada da sua carteira assina as transações para comprovar sua autenticidade.


