
(Fonte: qdayclock)
A Project Eleven anunciou recentemente uma rodada de captação de US$ 20 milhões, que avaliou a empresa em US$ 120 milhões. O objetivo principal da equipe é apoiar o mercado de criptomoedas na superação dos novos desafios de segurança trazidos pela computação quântica.
Em teoria, computadores quânticos conseguem executar cálculos complexos muito mais rápido do que computadores tradicionais. Isso pode tornar vulneráveis os algoritmos criptográficos que hoje protegem os criptoativos. O tema deixou de ser uma hipótese de longo prazo e passou a ser um risco que o setor precisa enfrentar de forma ativa.
Esta Série A foi liderada pela Castle Island Ventures, com participação da Coinbase Ventures, Fin Capital, Variant, Quantonation, Nebular, Formation, Lattice Fund, Satstreet, Nascent Ventures e do ex-CTO da Coinbase, Balaji Srinivasan.
A composição dos investidores mostra que a segurança quântica já faz parte do planejamento estratégico do setor cripto — não se trata mais apenas de um debate acadêmico.
A maioria dos sistemas criptográficos foi criada com base na ideia de que quebrar seus algoritmos levaria um tempo impraticável. O avanço exponencial da computação quântica pode mudar completamente esse cenário.
Por muito tempo, investidores de Bitcoin consideraram o risco quântico algo distante. Com o progresso tecnológico, mais profissionais do setor acreditam que esse prazo pode ser encurtado drasticamente. O CEO da Project Eleven, Alex Pruden, afirma que entrou na área porque vê risco real surgindo nos próximos cinco anos.
A Project Eleven pretende ser uma ponte para o ecossistema cripto na transição para a era quântica. Como a maioria dos protocolos de criptomoedas é descentralizada e depende de consenso, migrar para endereços resistentes à computação quântica exigiria que quase todos os detentores agissem ao mesmo tempo — um desafio significativo.
Em algumas blockchains públicas que possuem governança ou estruturas centralizadas, essas mudanças são mais viáveis. A Project Eleven fez parceria com a Solana para testar estratégias de migração em cenários de ameaça quântica. Já no Bitcoin, a ausência de uma autoridade central faz com que mudanças importantes no protocolo gerem longos debates, tornando a transformação muito mais complexa.
Além das parcerias com cadeias públicas, a Project Eleven planeja lançar produtos de autocustódia para que os usuários possam proteger seus criptoativos antes mesmo das atualizações resistentes à computação quântica serem implementadas nos protocolos. Essas soluções oferecem um caminho prático de transição enquanto as reformas ainda estão em andamento.
Não existe uma resposta definitiva sobre quando a computação quântica vai romper os sistemas criptográficos atuais. Pruden aponta que as estimativas de especialistas variam de dois a cinquenta anos. Nic Carter, da Castle Island Ventures, reforça que, independentemente do prazo, estar preparado desde cedo é fundamental.
A Project Eleven não é a única nesse segmento — empresas como BTQ Technologies também estão testando novas tecnologias. O setor ainda está em fase inicial, e os impactos sobre velocidade das transações, segurança e evolução dos métodos de ataque continuam incertos.
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A captação da Project Eleven marca uma mudança na postura do setor cripto diante dos riscos da computação quântica. Com a ameaça passando da teoria para a estratégia prática, a segurança pós-quântica se consolida como desafio estrutural que exige soluções proativas. O avanço tecnológico e o foco regulatório vão definir o futuro da segurança dos criptoativos a longo prazo.





