Recentemente, encontrei uma análise bastante sólida sobre onde estamos no ciclo do Bitcoin, e a verdade é que Benjamin Cowen apresenta alguns pontos que merecem atenção. O tipo tem formação em matemática, física e engenharia nuclear, então quando fala de padrões, vem respaldado por números, não por ruído de redes sociais.



O argumento central é direto: o ciclo de quatro anos não está morto. Benjamin Cowen aponta que os máximos importantes do Bitcoin chegaram historicamente no Q4 de 2013, Q4 de 2017, Q4 de 2021, e agora Q4 de 2025. A diferença desta vez não foi o timing, mas a psicologia por trás. Os picos anteriores vinham com euforia massiva do varejo. Este último chegou em meio à apatia. Isso mudou tudo.

Por que isso importa? Porque em ciclos anteriores, quando o Bitcoin atingia máximos em euforia, o capital rotava para altcoins de maior risco. Era previsível. Desta vez, sem esse impulso forte do varejo, essa rotação nunca se concretizou de verdade. Benjamin Cowen comparou o ambiente atual com 2019, outro momento em que o Bitcoin tocou teto em meio à apatia, sem desencadear um boom especulativo massivo em altcoins.

Agora, o que realmente está movendo os mercados? Segundo sua análise, não são narrativas nativas de cripto, mas macroeconomia pura. Liquidez ajustada, ciclo empresarial tardio, isso é o que define o jogo. O capital se moveu para ativos relativamente mais seguros dentro do ecossistema, com o Bitcoin resistindo melhor do que grande parte do mercado de altcoins. Paralelo interessante: o Bitcoin atingiu o máximo aproximadamente dois meses antes de terminar o aperto quantitativo tanto em 2019 quanto agora.

A queda atual não é um colapso repentino, mas uma fase baixista lenta e desgastante. Cowen argumenta que isso continua sendo consistente com padrões de meio ciclo históricos. E aqui vem o que importa para traders: em mercados em baixa, passamos mais tempo tendendo para cima do que para baixo, o que prende otimistas e pessimistas igualmente.

Sobre previsão de curto prazo? Cowen é claro: a ação de preço a curto prazo é quase um passeio aleatório, não se pode esperar previsões precisas. Seu método é diferente: ciclos amplos e impulso. Esqueça o ruído diário. As narrativas seguem o preço, não o contrário. ETFs, manchetes macroeconômicas, histórias de adoção institucional dominam a conversa em tempo real, mas os mercados já as precificaram muito antes. Em retrospectiva, sempre dá para inventar uma razão para um movimento que já estava em andamento.

Uma crítica forte que Benjamin Cowen levanta é sobre a direção da indústria. Muito capital fluiu para setores especulativos, moedas meme, ao invés de produtos com utilidade real. Seu ponto: o futuro das criptomoedas não deveria ser moedas meme. A indústria se obcecrou com "como colocamos mais dinheiro no mercado" ao invés de "como tornamos as criptomoedas melhores". Para adoção em massa real, precisamos de casos de uso que as pessoas realmente precisem.

Onde vê potencial? IA se destaca. Imagine uma economia impulsionada por agentes autônomos que transacionam, pagam a humanos por tarefas e usam redes de blockchain para liquidação rápida. Isso daria relevância real. Os stablecoins já são um exemplo crível de utilidade de blockchain que existe hoje.

A conclusão é cautelosamente otimista. Muitas narrativas especulativas vão fracassar, muitas altcoins vão desaparecer, mas o efeito de depuração de um mercado em baixa pode deixar a classe de ativos mais saudável. Seu princípio simples para o longo prazo: os baixistas parecem inteligentes, mas os altistas ganham dinheiro.

Atualmente, o BTC está em $78.13K com um movimento de +0.90% em 24 horas. A estrutura macro continua sendo o fator dominante.
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