Acabei de perceber que os preços do açúcar estão a cair bastante ultimamente. Os futuros de Nova Iorque caíram para uma baixa de 3 meses na sexta-feira, e o açúcar de Londres até atingiu uma baixa de 5 anos no início desta semana. Todo o mercado parece estar a refletir este excesso global persistente que não vai desaparecer tão cedo.



O Brasil continua a produzir mais açúcar - a sua produção Centro-Sul aumentou quase 1% ano a ano até meados de janeiro, e estão a direcionar mais cana para a produção de açúcar em vez de etanol. A Índia também está a aumentar bastante, com uma produção até agora 22% maior nesta temporada, e o governo pretende permitir mais exportações para aliviar o excesso de oferta interno. Até a Tailândia espera aumentar a produção em 5%. Quando somamos tudo, praticamente todos os principais produtores estão a inundar o mercado.

Os analistas parecem bastante alinhados quanto a isto também. Vários previsores estão a prever um excesso global entre 1,6 e 8,7 milhões de toneladas métricas, dependendo de quem perguntar, e o USDA acabou de dizer que estamos a caminho de uma produção global recorde de 189 milhões de toneladas, enquanto o consumo só cresce 1,4%. Isso é uma receita para os preços permanecerem sob pressão. O único ponto positivo pode ser o Brasil potencialmente reduzir a produção em 2026/27, mas ainda está longe. Por agora, este excesso de oferta parece que vai continuar a pesar no mercado.
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