Acabei de revisar os movimentos na Bolsa de Metais de Londres e a situação está bastante agitada. O preço do cobre caiu cerca de 1,3% na passada segunda-feira, enquanto o alumínio subiu um pouco. O que é interessante é o que está a acontecer com os diferenciais do alumínio, que se ampliaram bastante em relação à sexta-feira anterior.



Os compradores estão desesperadamente à procura de metal para entrega imediata, por isso o diferencial entre os contratos à vista e a três meses disparou para 91,50 dólares por tonelada. É o nível mais alto que vimos desde 2007, o que diz muito sobre a pressão atual no mercado. Tudo isto enquanto o Trump continua a fazer declarações sobre bloquear o Estreito de Ormuz, o que obviamente acrescenta mais caos a um mercado que já leva seis semanas de conflito no Médio Oriente.

Basicamente, o preço do cobre e de outros metais está num ponto de ruptura. Os números do diferencial do alumínio sugerem que há uma escassez real de fornecimento imediato, e isso é o que os traders como eu estão a observar de perto nestes dias.
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