As ações americanas estão realmente em uma recuperação forte nesta onda, atingindo uma nova máxima de 52 semanas em breve. Na terça-feira, os três principais índices subiram juntos, o S&P 500 se aproximou de um recorde histórico, ficando a menos de 1% da máxima de 52 semanas, praticamente recuperando toda a queda inicial relacionada à situação do Irã.



O mais interessante é que as ações de tecnologia mais uma vez lideraram a alta. A Nvidia subiu mais de 18% nas últimas 10 sessões de negociação, a Oracle subiu fortemente por dois dias consecutivos, e a Palantir também se fortaleceu. O desempenho dessas ações de conceito de IA impulsionou diretamente o Nasdaq a subir 1,96%. Parece que a confiança na demanda por poder de processamento e chips voltou, com gigantes tecnológicos como Meta, Amazon, Google e Microsoft continuando a investir pesado na expansão da infraestrutura de IA. Recentemente, a equipe de gestão da Nvidia revelou que já possui pedidos de GPU superiores a 1 trilhão de dólares, o que realmente sustenta a lógica fundamental por trás do preço das ações.

Outro fator-chave que impulsionou essa recuperação foi a forte queda nos preços do petróleo. Os contratos futuros de WTI caíram 7,87%, atingindo 91,28 dólares por barril, enquanto o Brent caiu 4,6%. Quando o preço do petróleo cai, as preocupações do mercado com a inflação e as políticas do Federal Reserve se aliviam visivelmente. Além disso, o índice de preços ao produtor dos EUA para março ficou abaixo do esperado, oferecendo um ambiente macroeconômico mais favorável para as ações. Funcionários da Casa Branca confirmaram que as negociações entre EUA e Irã estão em andamento, e o mercado já começou a apostar que a situação vai se acalmar gradualmente, ao invés de continuar a escalar. Essa mudança de expectativa é particularmente benéfica para ativos de risco.

Os analistas de Wall Street também estão mais otimistas. O principal estrategista do Morgan Stanley afirmou que o ponto mais baixo do mercado já ocorreu, e a relação entre o índice S&P 500 e o preço do ouro se recuperou rapidamente desde o dia da guerra com o Irã, sendo vista como um indicador líder de que o ambiente de mercado pode melhorar nos próximos seis meses. O estrategista da Baird acredita que, mesmo que a probabilidade de uma escalada na situação do Irã seja baixa, o mercado já digeriu esses riscos em grande medida. A proximidade de novas máximas de 52 semanas mostra que a capacidade de risco geral está mais forte do que o esperado.

Em relação às ações individuais, os fatores de resultados financeiros ainda estão causando alguma diferenciação. O Wells Fargo caiu mais de 5% devido a resultados abaixo do esperado, enquanto o JPMorgan, apesar de apresentar bons resultados, revisou levemente sua orientação de receita de juros líquidos, exercendo alguma pressão. No entanto, setores com lógica de crescimento estrutural começam a atrair atenção, como os REITs de imóveis para aposentadoria. Parece que o mercado não está apenas fazendo negociações de curto prazo, mas também reestruturando posições para se beneficiar de ativos de médio e longo prazo, impulsionados por tendências demográficas e tecnológicas.
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