Diretor do FBI admite gastar dinheiro para comprar "dados de localização" para rastrear cidadãos americanos! Criticado por violar a Quarta Emenda da Constituição

O diretor do FBI, Kash Patel, testemunhou na Comissão de Inteligência do Senado, admitindo que o FBI atualmente compra “dados de localização” de empresas comerciais para rastrear cidadãos americanos, e que isso é feito sem necessidade de mandado judicial.
Senador Ron Wyden criticou duramente, chamando isso de uma “escandalosa evasão da Quarta Emenda” e alertou que a combinação de IA com dados de localização pode levar a uma vigilância em massa.
(Preâmbulo: O sistema de escuta do próprio FBI foi hackeado! O grupo de hackers chinês “Salt Typhoon” revelou detalhes da privacidade de Trump?)
(Informação adicional: Usuários de Bitcoin “são seqüestrados semanalmente”, e especialistas alertam que vazamentos de KYC em plataformas centralizadas são a principal causa.)

Na terça-feira (18), Kash Patel, diretor do FBI, participou de uma audiência na Comissão de Inteligência do Senado, e, diante das perguntas do senador democrata Ron Wyden, admitiu diretamente que o FBI está comprando dados de localização de intermediários de dados (data brokers), para rastrear os movimentos de cidadãos americanos, e tudo isso sem precisar de um mandado judicial.

Esta é a primeira vez desde 2023 que o FBI admite publicamente essa prática. Quando o ex-diretor anterior testemunhou no Congresso, afirmou que “pelo que sei, o FBI atualmente não compra bancos de dados comerciais que contenham informações de localização”, e agora o testemunho de Patel representa uma reviravolta completa.

Durante a audiência, Patel foi direto e afirmou:

O FBI usa todas as ferramentas disponíveis para cumprir nossa missão (The FBI uses all tools, Senator, thank you for the question, to do our mission.)

De fato, compramos informações comerciais disponíveis que estão em conformidade com a Constituição e a Lei de Privacidade das Comunicações Eletrônicas — e isso nos proporcionou informações valiosas (We do purchase commercially available information that’s consistent with the Constitution and the laws under the Electronic Communications Privacy Act — and it has led to some valuable intelligence for us.)

Senador denuncia: IA combinada com dados de localização é vigilância em massa

O senador Ron Wyden questionou diretamente Patel se ele poderia se comprometer a parar de comprar dados de localização, mas foi rejeitado. Wyden criticou duramente, chamando de uma “escandalosa evasão da Quarta Emenda”.

Depois, Wyden declarou ao site Gizmodo: “Construir perfis de cidadãos americanos usando IA com esses dados é uma expansão assustadora da vigilância em massa.”

Ele também se uniu a outros parlamentares de diferentes partidos para propor a Lei de Reforma da Vigilância Governamental (Government Surveillance Reform Act), cujo núcleo é claro: antes de qualquer agência federal comprar qualquer dado de empresas comerciais, deve obter um mandado judicial. Se aprovada, essa lei fecharia imediatamente a brecha que permite ao FBI contornar a Quarta Emenda da Constituição.

O núcleo da controvérsia

Na mesma audiência, também esteve o Diretor de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. O presidente da comissão de inteligência, senador republicano Tom Cotton, defendeu o FBI, afirmando que as informações obtidas são públicas, “como um agente que legalmente revira lixeiras”.

Porém, a questão legal central é que esses dados de localização não são “públicos”. Os intermediários de dados coletam informações precisas de localização de usuários através de aplicativos de celular, jogos, até mesmo de softwares de clima, e vendem esses dados para agências governamentais.

A Quarta Emenda da Constituição dos EUA protege claramente os cidadãos contra buscas e apreensões não razoáveis. Quando o governo “compra” esses dados para evitar mandados, na essência, está transformando a proteção constitucional em uma ordem que pode ser facilmente contornada.

É importante notar que essa não é uma questão exclusiva do FBI. Durante a audiência, também foi questionado se a Agência de Inteligência de Defesa (DIA) realiza práticas semelhantes, indicando que essa abordagem pode já estar amplamente disseminada no sistema de inteligência dos EUA.

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