29 de janeiro, notícias, o índice do dólar (DXY) caiu 9,4% em 2025, registrando o pior desempenho anual em oito anos, e essa tendência fraca continua em 2026, com uma queda adicional de 2,23% ao longo do ano. Na visão tradicional, a fraqueza do dólar costuma beneficiar ativos alternativos como o Bitcoin, mas nesta rodada de mercado há uma clara divergência, com o Bitcoin ainda oscilando abaixo de 90 mil dólares, o que tem atraído grande atenção do mercado.
Do ponto de vista macroeconômico, o aumento da dívida dos EUA, a incerteza sobre tarifas e a diminuição da vantagem dos rendimentos continuam a enfraquecer o apelo do dólar. O presidente dos EUA, Trump, apoiou publicamente várias vezes a postura de “dólar fraco”, acreditando que isso ajuda a estimular as exportações e o crescimento econômico, além de pressionar continuamente o presidente do Federal Reserve, Powell, a reduzir as taxas de juros o mais rápido possível. Essa orientação política foi interpretada por alguns investidores como uma possibilidade de o dólar ainda ter espaço para uma maior queda.
Historicamente, a fraqueza do DXY costuma estar associada a grandes altas do Bitcoin. Em 2017, o índice do dólar caiu abaixo de 96, e o Bitcoin quase quadruplicou de valor; em 2020, durante o ciclo de liquidez ampla, o Bitcoin também apresentou múltiplos aumentos. No entanto, o cenário atual não reproduz essa trajetória. Apesar do Bitcoin ser sustentado por volta de 85 mil dólares, o movimento de alta está claramente limitado.
A principal divergência vem do comportamento dos fundos. No último mês, os detentores de longo prazo venderam cerca de 143 mil Bitcoins, a velocidade mais rápida em quatro meses, indicando que o capital principal não aumentou suas posições devido à fraqueza do dólar. Ao mesmo tempo, o Federal Reserve, na última reunião do FOMC, manteve uma postura “orientada por dados”, mantendo as taxas de juros inalteradas, reforçando a independência da política monetária, o que também enfraquece as expectativas de uma flexibilização rápida do mercado.
Especialistas apontam que, como o maior importador global, se os EUA adotarem uma política de dólar fraco a longo prazo, isso pode gerar riscos de inflação mais elevados, limitando o espaço para cortes nas taxas de juros e pressionando o desempenho de ativos de risco. Nesse ambiente de incerteza, parte do capital opta por alocar-se em ativos mais estáveis, e o Bitcoin, por enquanto, encontra dificuldades para reproduzir o clássico cenário de “dólar em queda, preço da moeda em alta”.
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