[Reestruturação de riqueza, desintermediação③] Adaeze da Nigéria e a regulamentação 2.0: a visão para o futuro das finanças

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Através dos dois primeiros artigos, analisámos a realidade da crescente disparidade entre rendimentos do trabalho e rendimentos do capital, bem como o potencial da “tokenização de ativos” como uma solução tecnológica chave para este problema. Agora resta apenas a última peça do puzzle. Quando esta tecnologia for aplicada ao quotidiano, como é que as nossas vidas irão mudar? E que preparações os formuladores de políticas precisam de fazer para isso?\n\nNesta última série, encerraremos com o cenário financeiro específico de 2030, conforme descrito pelo Coinbase Research Institute, e com as novas recomendações de quadro regulatório propostas para apoiar este cenário.\n\nManhã de Lagos em 2030: a carteira de investimentos de Adaeze\n\nPara ilustrar o futuro que a tokenização pode trazer, o relatório do Coinbase apresenta a história de Adaeze, uma comerciante que trabalha no “Computer Village” do mercado tecnológico de Lagos, na Nigéria.\n\nNuma manhã de 2030, marcada por uma inflação severa, Adaeze não se preocupou com a depreciação da moeda Naira que ganhou ontem, mas sim abriu o seu smartphone. Com alguns cliques, ela trocou o dinheiro por uma stablecoin em dólares e imediatamente comprou ações da Nvidia em “frações”.\n\nSem documentos complicados ou processos de liquidação que levem dias. Na sua carteira, ela possui 0,06 ações da Nvidia e 0,15 ações do grupo LVMH. Meses depois, quando precisou pagar a propina do seu sobrinho, ela vendeu apenas uma pequena parte das ações que possuía, convertendo-as imediatamente em dinheiro para pagar a propina.\n\nEste é o mundo que elimina as “barreiras de intermediários”. Investimentos em ativos globais de alta qualidade, outrora exclusivos de indivíduos de alto património, tornaram-se agora uma rotina acessível aos comerciantes de Lagos, assim como enviar uma mensagem de texto.\n\nRegulamentação 2.0: uma proposta de “integração” em vez de “proibição”\n\nPara tornar este cenário uma realidade, a evolução das políticas é tão importante quanto a tecnologia. O Coinbase apresenta aos formuladores de políticas as seguintes recomendações para um quadro regulatório “Regulamentação 2.0”.\n\n① Neutralidade da camada base Os protocolos de blockchain devem, tal como o TCP/IP na internet, manter-se como bens públicos neutros. A regulamentação e supervisão devem concentrar-se nas aplicações (trocas, custódias) que oferecem serviços por cima do protocolo (estrada), e não no próprio protocolo.\n\n② Garantir o direito à autogestão Os utilizadores devem poder controlar diretamente os seus ativos, sem intermediários, um direito fundamental dos ativos digitais. Os reguladores não devem proibir ou temer este direito, mas sim aproveitar as funcionalidades de análise de dados transparentes do blockchain para implementar métodos modernos de monitorização de atividades ilegais, como lavagem de dinheiro.\n\n③ Controlo inteligente de capitais Para os governos de países em desenvolvimento preocupados com a fuga de capitais, não se deve forçar uma abertura incondicional. Contudo, proibir carteiras de forma indiscriminada não é a solução. Pelo contrário, deve-se estabelecer limites específicos na camada de aplicação ou usar tecnologias de conformidade programável para construir sistemas de controlo flexíveis e detalhados.\n\nReconstruir a escada da riqueza\n\nAo longo das últimas três séries, confirmámos que o problema das “barreiras de intermediários” não é simplesmente a falta de produtos financeiros, mas uma causa estrutural que agrava a desigualdade de riqueza global.\n\nA visão do Coinbase é clara: o futuro das finanças não deve limitar-se a fornecer contas bancárias, mas sim permitir que os 4 bilhões de pessoas no mundo se tornem acionistas dos mercados de capitais globais.\n\nO sucesso não se mede em números. Quando comerciantes de Lagos, freelancers de Mumbai e professores de Buenos Aires puderem investir nos mesmos ativos, com a mesma infraestrutura e ao mesmo custo que um gestor de fundos de hedge em Nova York, a brecha de capital começará a diminuir de verdade. Nesse momento, as oportunidades de valorização dos ativos deixarão de depender de origem ou saldo na conta, e passarão a depender apenas do talento e da vontade de poupar de cada um.\n\nEssa é a verdadeira “democracia financeira” prometida pela blockchain.

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