BlockBeats Notícias, 20 de janeiro - Durante o Fórum de Davos, o presidente dos EUA, Trump, impulsionou fortemente a proposta do chamado «Conselho da Paz» (Board of Peace), solicitando que os países convidados assinem os estatutos até esta quinta-feira e paguem 1 bilhão de dólares em troca de uma cadeira permanente. A lista inclui aliados ocidentais, países não ocidentais, e até Bielorrússia e Rússia, o que rapidamente despertou uma alta vigilância na Europa. O presidente francês Macron foi o primeiro a rejeitar claramente a assinatura, enquanto vários países da UE permanecem em uma posição de observação, indecisos entre avançar ou recuar.
Em uma análise macro, essa iniciativa é vista por muitos na Europa como um desafio institucional dos EUA para criar uma nova estrutura, substituindo a ONU. O rascunho do estatuto mostra que o poder de decisão está altamente concentrado em Trump, com fluxo de fundos e mecanismos de governança pouco transparentes, dificultando a aceitação pelos aliados. A estratégia atual da Europa é atrasar, tentar modificar os termos e, por meio de coordenação com países árabes e aliados, pressionar os EUA, refletindo uma crescente fissura na confiança transatlântica.
Para o mercado, a incerteza na governança global aumentará o prêmio de risco geopolítico, pressionando ativos tradicionais de risco no curto prazo. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin e outros ativos principais continuam sendo vistos como ferramentas de hedge «não soberanas e descentralizadas», o que favorece uma estabilidade de avaliação de médio prazo, mas é preciso ficar atento à amplificação da volatilidade causada por eventos macroeconômicos de curto prazo.
Analista do Bitunix:
O núcleo do evento não está na possibilidade de uma única comissão ser formada, mas na mudança na estrutura de poder global, que está se deslocando de um sistema multilateral existente para um modelo mais fragmentado e dominado por líderes fortes. O ponto de observação mais importante para o futuro será se a Europa conseguirá formar uma posição unificada de resistência, e se os EUA continuarão a usar a reestruturação institucional como ferramenta de diplomacia e negociação financeira. Isso influenciará profundamente a preferência por risco e a direção de alocação de fundos a longo prazo.