19 de janeiro de 2024, notícias indicam que, com o rápido aumento dos riscos geopolíticos relacionados à Groenlândia, o sentimento de refúgio seguro nos mercados financeiros globais se fortalece claramente. Influenciados pela mais recente ameaça tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump, o preço do ouro subiu significativamente na segunda-feira, atingindo um recorde histórico, enquanto as ações e os futuros de índices europeus e americanos também recuaram, enfrentando uma nova incerteza nas relações transatlânticas.
No âmbito das notícias, Trump afirmou no fim de semana que, se oito países europeus, incluindo Alemanha, França e Reino Unido, não apoiarem sua posição sobre a Groenlândia, os EUA irão impor tarifas adicionais sobre esses países a partir do próximo mês. Essa declaração provocou uma forte reação na Europa e foi interpretada pelo mercado como um potencial catalisador para uma nova rodada de tensões comerciais entre Europa e EUA.
Impulsionado por fundos de refúgio seguro, o ouro à vista chegou a subir cerca de 2,1%, atingindo um máximo de 4690 dólares por onça, marcando uma nova máxima histórica; a prata também se valorizou, com um aumento de 4,4% em um único dia. Em contraste, os ativos de risco enfrentaram pressão geral, com o índice STOXX 600 da Europa abrindo em baixa e caindo cerca de 1,5%, liderado por setores de automóveis e bens de luxo.
Nos mercados americanos, devido ao feriado, o mercado de ações à vista permaneceu fechado, mas os futuros já refletiam a pressão. Os futuros do S&P 500 caíram cerca de 0,9%, enquanto os futuros do Nasdaq 100 recuaram aproximadamente 1,2%, indicando que as ações de tecnologia também enfrentam dificuldades. Mohit Kumar, estrategista da Jefferies, destacou que a ameaça tarifária indica uma escalada clara na postura de Trump em relação à Groenlândia, e o mercado começou a precificar uma trajetória de confronto mais agressiva.
A postura dos políticos europeus também tende a se tornar mais dura. Stéphane Séjourné, vice-presidente executivo da Comissão Europeia, afirmou claramente que a Groenlândia “nunca será território dos EUA”, e classificou a ameaça tarifária como uma típica coerção econômica, sem descartar o uso de instrumentos retaliatórios para limitar o acesso de empresas americanas ao mercado europeu. Emmanuel Cau, estrategista do Barclays, alertou que a incerteza tarifária representa riscos de baixa para as perspectivas de crescimento na zona do euro e no Reino Unido.
No contexto macroeconômico de início de 2026, a crise na Groenlândia, as expectativas tarifárias e os riscos geopolíticos estão entrelaçados, remodelando a lógica de alocação de ativos globais. O ouro, como ativo de refúgio, mostra uma atratividade significativamente aumentada, enquanto as ações podem continuar enfrentando volatilidade no curto prazo.