PANews 16 de janeiro de 2024 - A pesquisa recente do Gate Research Institute, intitulada «Vibe Coding: a cura para a eficiência ou o veneno para a segurança?», revela que, no que diz respeito à eficiência de desenvolvimento, projetos que adotam Vibe coding apresentam um ciclo de desenvolvimento significativamente mais curto do que a média do setor, e esse aumento de eficiência não vem acompanhado de uma expansão proporcional da equipe, refletindo os efeitos práticos da ferramenta e automação no desenvolvimento de blockchain. No entanto, do ponto de vista da segurança, os resultados empíricos indicam que projetos com ciclos de desenvolvimento mais curtos tendem a ser mais vulneráveis a incidentes de segurança nas fases iniciais de implantação; além disso, contratos com estruturas de código altamente semelhantes e com maior grau de padronização geralmente apresentam uma maior densidade de vulnerabilidades. Quando ocorre um ataque, as perdas econômicas associadas a projetos de alta eficiência também tendem a seguir uma distribuição de “baixa frequência — alto impacto”.
A pesquisa aponta que o Vibe Coding, ao enfraquecer a profundidade de compreensão do código e a rigorosidade na validação, amplia o alcance da propagação de falhas sistêmicas em ambientes de blockchain, onde “o código é o ativo”, transformando erros lógicos pontuais em riscos estruturais em múltiplos contratos. A melhoria na eficiência de desenvolvimento deve ser combinada com auditorias de segurança mais rigorosas, validações formais e mecanismos de testes, para que, ao liberar produtividade, não se transforme em uma “fonte oculta de risco” que possa comprometer a segurança do sistema.
Por fim, o relatório enfatiza que, em um ambiente de tecnologia altamente sensível como o blockchain, o verdadeiro aspecto crucial não é se utiliza ou não Vibe Coding, mas sim se o setor consegue, ao buscar eficiência, estabelecer um quadro de restrições de risco e governança compatível.