O episódio de hoje do TokenPost abordou principalmente a tendência de inclusão do Bitcoin como ativo estratégico nacional e as possíveis mudanças na estrutura de mercado que isso pode desencadear. É especialmente notável que, desde que o presidente Donald Trump emitiu a ordem executiva de reserva estratégica de Bitcoin (SBR) antes de 2025, as ações dos principais países têm sido claramente visíveis, e a demanda estrutural está sendo totalmente ativada.
Atualmente, o número de Bitcoins detidos pelos governos globais é de aproximadamente 520.000, representando 2,5% da oferta total. Os Estados Unidos emitiram uma ordem executiva que determina que o Tesouro gerencie ativos confiscados por crimes ou civis como reserva, reconhecendo-se como o maior detentor soberano, com cerca de 325.000 a 328.000 Bitcoins. Além disso, o projeto de lei “BITCOIN” do Senado visa adquirir 1 milhão de Bitcoins nos próximos cinco anos (aproximadamente 5% do total emitido).
Essas tendências não se limitam aos Estados Unidos. El Salvador já adotou o Bitcoin como moeda legal, possuindo entre 7475 e 7500 Bitcoins; Butão, desde 2019, tem minerado Bitcoin através de um fundo nacional, acumulando mais de 15.000 Bitcoins. A Câmara dos Deputados do Brasil está analisando um projeto de lei que permite alocar até 5% das reservas cambiais em Bitcoin; a República Checa supostamente anunciará oficialmente em janeiro de 2025 planos para alocar parte dos ativos do banco central em Bitcoin. A Suíça também está preparando um referendo popular para incluir o Bitcoin nas reservas cambiais.
No aspecto da oferta, espera-se que até 2028, antes do halving, cerca de 700.000 Bitcoins sejam emitidos, mas a demanda de governos e instituições deve superar 1 milhão de Bitcoins. Análises indicam que o estoque nas exchanges caiu para 2,5 milhões, atingindo o ponto mais baixo em cinco anos, e os ETFs e compras institucionais já superaram a nova oferta. Especialmente se a “Lei BITCOIN” dos EUA for aprovada e iniciar um plano de compra de 200.000 Bitcoins por ano, a pressão de oferta deve se intensificar ainda mais.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda pode ter impactos de médio a longo prazo no preço do BTC. O relatório diferencia três cenários para o preço em 2026: mercado em alta, cenário de referência e mercado em baixa. O cenário de referência (com 50% de probabilidade), baseado na entrada de ETFs de US$ 300 a 400 bilhões, introdução de reservas por 1 a 2 países, entre outros fatores, projeta um preço entre US$ 80.000 e US$ 120.000; o cenário de mercado em alta (com 30%) prevê que o preço possa subir até US$ 170.000.
O TokenPost vê essa questão como um ponto de inflexão na entrada do Bitcoin como ativo estratégico de reserva cambial. Decisões políticas do Brasil e de países europeus podem se tornar uma oportunidade para elevar o status dos ativos digitais a ativos institucionais. No lado da oferta e demanda, também há potencial para uma crise de liquidez, onde a escassez de oferta pode pressionar os preços estruturalmente para cima. O efeito multiplicador do valor de mercado de compras governamentais e fluxos de fundos institucionais também pode desencadear uma reavaliação de ativos que vá além da demanda de curto prazo.
Este relatório pode ser interpretado como um sinal de que o período de detenção de Bitcoin como ativo estratégico de reserva nacional está começando. Os principais pontos a acompanhar no futuro incluem a aprovação da “Lei BITCOIN”, os avanços legislativos nos países europeus e o nível de liquidez das exchanges.
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