Uma, Processo Legal e Evolução Institucional: Verificação de Fatos
De acordo com os registros de acompanhamento legislativo do Congresso e as últimas dinâmicas de jogo de 14 de janeiro de 2026, o percurso legislativo do H.R.3633 é o seguinte:
- Fase da Câmara dos Deputados: Em 17 de julho de 2025, a Câmara aprovou o projeto original por uma votação de 294:134, estabelecendo a divisão inicial das funções da SEC e CFTC.
- Jogo no Senado: Após a transferência para o Senado em 18 de setembro de 2025, o projeto enfrentou impasse devido ao impacto dos stablecoins sobre as reservas tradicionais dos bancos.
- Consenso na Revisão: Em 12 de janeiro de 2026, o presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, divulgou o texto revisado após negociações bipartidárias.
- Ponto Crítico: Amanhã (15 de janeiro), às 10h00, a votação de “marcação” do comitê decidirá se a revisão possui a qualificação legal para ser submetida à votação do plenário do Senado.
Observação Institucional: A versão revisada do Senado reforça ainda mais a responsabilidade criminal dos emissores de “stablecoins de pagamento permitidas”, além de detalhar o procedimento de verificação da “madurez de blockchain”.
Dois, Restrições Técnicas do KYA: Critérios de Determinação de “Blockchain Maduro” na Seção 205
A Seção 205 do projeto é o “ponto de âncora lógico” de toda a legislação, substituindo o controverso teste de Howey por indicadores quantificáveis.
1. Análise de Controle de 20%: Penetração de Controle
O projeto revisado propõe que, para que um sistema seja reconhecido como “bem digital” sob jurisdição da CFTC, deve demonstrar que, nos últimos 12 meses, atende aos seguintes indicadores de distribuição de poder:
- Concentração de Governança: A soma de “direitos de voto (Voting Power)” de emissores, partes relacionadas e agentes de ação conjunta não deve ultrapassar 20%.
- Controle de Código: Não deve haver entidade com “Autoridade Unilateral” para alterar substancialmente a lógica do protocolo.
Opinião de Especialistas: Essa cláusula impõe grande pressão de auditoria sobre os ativos de VASP. Ao realizar o KYA (Know Your Asset), o VASP não pode apenas confiar na descrição do whitepaper, mas deve possuir capacidade de “penetração de governança”. Se uma equipe fundadora de um protocolo Layer 2 ou aplicação DeFi detém chaves de governança por multiassinatura, mesmo com distribuição dispersa de tokens, legalmente pode ser classificada como “sistema não maduro”, sendo assim considerada uma segurança.
2. Verificação Independente de Código Fonte e Histórico de Transações
O projeto exige que sistemas maduros tenham “código fonte acessível ao público” e “histórico completo verificável de forma independente”. Isso significa que qualquer blockchain privada sem transparência ou sidechains com forte gestão terão dificuldades para obter entrada em exchanges reguladas após 2026.
Três, Responsabilização Institucional dos Stablecoins: Seção 512 e Ascensão do Nível de Auditoria
Para os “stablecoins de pagamento permitidas (Permitted Payment Stablecoin)”, a legislação estabelece uma barreira regulatória comparável à do setor bancário tradicional.
1. De “Atestação” para “Exame”
A Seção 512(2) esclarece que os emissores devem apresentar relatórios financeiros de nível “Examination” mensalmente.
- Análise de Rigor: No contexto de auditoria profissional, “Examination” representa o nível mais alto de garantia. Exige que o auditor realize uma penetração direta nos ativos de reserva (como títulos do governo ou dinheiro em caixa), e não apenas verifique os relatórios fornecidos pelo emissor.
(# 2. Perda de Isenção Criminal de Executivos
O projeto propõe a introdução do artigo 18 U.S.C. 1350)c###, que exige que CEOs e CFOs confirmem a veracidade dos relatórios mensais. Caso haja ocultação de escassez de reservas, os altos executivos poderão enfrentar acusações criminais federais. Essa mecânica de “responsabilidade pessoal” visa acabar com as práticas de descolamento algorítmico e falsificação de reservas no setor de stablecoins.
( Quatro, Legalização Técnica do KYT: Seção 110 e Integração Obrigatória com a Lei de Sigilo Bancário
A revisão na Lei de Sigilo Bancário )BSA### 31 U.S.C. 5312 é atualmente a maior “aprovação legal” de ferramentas de conformidade tecnológica.
(# 1. Legalização de “Ferramentas de Análise Apropriadas”
O projeto exige que corretoras de bens digitais e exchanges utilizem:
“…Ferramentas de análise de ledger distribuído apropriadas (Appropriate Distributed Ledger Analytics) para monitorar e relatar atividades suspeitas.”
Análise de Conformidade: Essa expressão transforma “software de análise on-chain” de um custo operacional de VASP para um requisito de conformidade. A ausência de ferramentas de análise reconhecidas pelo governo federal será considerada falha na conformidade BSA, afetando diretamente o registro do VASP.
)# 2. Proteção de Carteiras de Autocustódia e Monitoramento Anti-Lavagem de Dinheiro
A Seção 105###c### do projeto garante o direito dos indivíduos americanos de possuir carteiras de autocustódia e realizar transações P2P.
- Desafio: A legislação, por um lado, proíbe que reguladores restrinjam o uso de carteiras de hardware, e, por outro, exige que VASP identifiquem fluxos ilegais. Isso força a evolução da lógica KYT de “match de endereço” para “análise de topologia de múltiplos saltos”. O VASP deve demonstrar, sem violar a privacidade, que fundos recarregados não passaram por mixers ilegais ou entidades sancionadas.
( Cinco, Recomendações Legislativas e Conclusões do Setor
Com base na análise do projeto revisado do Senado do H.R.3633, concluímos:
- Previsão de Jurisdição: A classificação de ativos mudou de uma “narrativa qualitativa” para uma “característica quantitativa”. VASP deve estabelecer um processo automatizado de conformidade baseado no padrão da Seção 205.
- Atualização de Infraestrutura de Conformidade: Entidades com apenas capacidades básicas de KYC não conseguirão atender às exigências do Seção 110. É urgente desenvolver infraestrutura capaz de identificar “saltos entre cadeias” e “análise de propriedade”.
- Compatibilidade com Direitos de Autocustódia: VASP deve revisar sua estratégia de carteiras de autocustódia, garantindo que sua lógica de gerenciamento de risco, ao proteger os direitos civis sob a Seção 105)c###, permita interceptar ativos de alto risco em tempo real.
( Seis, Aplicação Prática de Ferramentas Tecnológicas: Exemplo TrustIn
Na nova ordem de “regulação quantitativa” criada pelo H.R.3633, as ferramentas tecnológicas desempenham papel central ao preencher lacunas entre legislação e implementação prática. Embora o projeto ainda não esteja finalizado, sua direção de “conformidade tecnológica” já está bastante clara.
Para os itens legislativos acima, o TrustIn, como infraestrutura de conformidade on-chain para stablecoins, pode oferecer suporte técnico com valor prático:
)# 1. Penetração de Relações de Entidades na Seção 205 (KYA Pro)
A legislação estabelece uma linha vermelha de controle de 20% para “sistemas maduros”, exigindo que o VASP tenha capacidade de identificar “entidades relacionadas”.
- Tecnologia de Referência: O módulo KYA Pro (auditoria profunda institucional) do TrustIn oferece análise de múltiplas camadas de 3-5-9 níveis. Com seu motor “caixa branca”, a equipe de conformidade pode penetrar endereços superficiais e explorar as conexões de entidades por trás de diferentes endereços. Isso ajuda o VASP a avaliar com precisão a concentração de governança real dos ativos a serem listados, verificando se há violação da regra de “não mais que 20% de participação do emissor e partes relacionadas”, fornecendo evidências concretas para a certificação de maturidade da CFTC.
2. Defesa Dinâmica de Endereços de Reservas (Monitoring)
A legislação exige que os emissores de stablecoins realizem “Examination” mensal e responsabilizem criminalmente os altos executivos, obrigando o VASP a monitorar riscos em tempo real dos ativos subjacentes.
- Tecnologia de Referência: O módulo Monitoring (Radar de Risco Contínuo) do TrustIn oferece defesa dinâmica 24/7. Com seu mecanismo de “prevenção de contaminação”, o VASP pode monitorar continuamente os endereços de reserva de stablecoins. Ao detectar interações com entidades sancionadas, o sistema envia alertas em tempo real e isola riscos. Isso complementa o “lapso temporal” dos relatórios mensais e fornece registros transparentes para auditoria, atendendo à exigência de rigor na documentação de conformidade.
3. Restauração de Ligações Complexas (TraceForce)
A legislação exige o uso de “ferramentas de análise apropriadas” para monitorar atividades suspeitas (SAR), especialmente em ambientes de wallets P2P e autocustódia, onde a precisão do rastreamento de ligações é crucial.
- Tecnologia de Referência: Para atender à exigência de “capacidade de análise de ledger distribuído”, o módulo TraceForce (Rastreamento de Fundos de Nível Forense) do TrustIn destaca-se. Focado em penetrar protocolos de mistura e tecnologias cross-chain, consegue visualizar e reconstruir cadeias complexas de fundos, preenchendo lacunas de inteligência de dados na Ásia e Oriente Médio. Com recursos de captura de casos e colaboração em equipe, o VASP pode realizar investigações eficientes de fundos de recarga P2P sob a proteção da Seção 105###c###, garantindo evidências compatíveis com padrões federais de investigação.
( Conclusão
H.R.3633 não é a versão definitiva da regulamentação de ativos digitais, mas já estabelece uma direção tecnológica clara para 2026: monitoramento descentralizado quantitativo, auditoria de stablecoins com penetração e reconhecimento legal de ferramentas de análise on-chain.
Aviso: Este relatório foi elaborado com base no projeto de lei e nas recomendações de revisão disponíveis até 14 de janeiro de 2026. Como o projeto ainda está em fase de deliberação, o texto final pode sofrer ajustes. As aplicações tecnológicas mencionadas neste relatório são apenas para fins de conformidade de VASP e não representam endosso oficial ou aconselhamento jurídico.
TrustIn — Risco sob controle, visão profunda, proteção à conformidade regional.
Isenção de responsabilidade: As informações contidas nesta página podem ser provenientes de terceiros e não representam os pontos de vista ou opiniões da Gate. O conteúdo apresentado nesta página é apenas para referência e não constitui qualquer aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. A Gate não garante a exatidão ou o carácter exaustivo das informações e não poderá ser responsabilizada por quaisquer perdas resultantes da utilização destas informações. Os investimentos em ativos virtuais implicam riscos elevados e estão sujeitos a uma volatilidade de preços significativa. Pode perder todo o seu capital investido. Compreenda plenamente os riscos relevantes e tome decisões prudentes com base na sua própria situação financeira e tolerância ao risco. Para mais informações, consulte a
Isenção de responsabilidade.