Entrando em 2026, o regulamento de criptomoedas da Coreia do Sul volta a emitir sinais-chave. Vários meios de comunicação sul-coreanos divulgaram que a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) está a estudar uma nova norma, que pretende estabelecer um limite máximo de 5% do capital social para investimentos de empresas em criptomoedas, de modo a orientar a entrada de instituições ao mesmo tempo que controla o risco sistémico.
De acordo com o “Seoul Economic Daily”, a FSC já elaborou diretrizes de negociação de criptomoedas para empresas cotadas e investidores profissionais, com a versão final prevista para ser divulgada entre janeiro e fevereiro de 2026. As reportagens indicam que algumas transações empresariais podem ser oficialmente iniciadas em 2026, marcando a entrada das instituições sul-coreanas na fase prática de negociação de criptomoedas.
De acordo com o esquema atualmente em discussão, empresas e investidores profissionais podem alocar até 5% do seu capital social em ativos de criptomoedas com valor de mercado entre os 20 primeiros. Quanto à inclusão de stablecoins em dólares como USDT na lista de investimentos elegíveis, as autoridades reguladoras ainda estão a avaliar, sem uma conclusão final.
O vice-pesquisador da Presto Research, Min Jung, analisou que essa política ajudará a melhorar a liquidez do mercado a curto prazo, mas mesmo com a abertura para os 20 principais ativos de criptomoedas, o fluxo de fundos ainda pode estar altamente concentrado. “Espera-se que o Bitcoin seja o principal beneficiário, seguido pelo Ethereum, enquanto os efeitos de transbordamento em outros ativos serão relativamente limitados.”
Este limite proposto é visto como uma etapa importante na gradual remoção das restrições às negociações de criptomoedas por parte das instituições pela FSC. Desde meados de 2025, a Coreia do Sul já permite que organizações sem fins lucrativos e algumas instituições relacionadas a criptomoedas disponham de seus ativos digitais, e na segunda metade de 2025, ampliou ainda mais o acesso às negociações para empresas cotadas e investidores profissionais.
Os documentos regulatórios também mencionam que, para lidar com possíveis choques de liquidez, as diretrizes podem introduzir mecanismos de divisão de negociações e limites de preço de transação, a fim de reduzir o risco de volatilidade de mercado causado por concentrações de compra e venda. Min Jung acredita que a proporção de 5% não é uma restrição rígida na prática, e que a maioria das empresas provavelmente não atingirá esse limite na fase inicial.
Ao mesmo tempo, o mercado está a acompanhar de perto o progresso da “Lei Fundamental de Ativos Digitais”. Este projeto de lei é visto como a segunda estrutura regulatória sistêmica de criptomoedas na Coreia, abrangendo a supervisão de stablecoins em won coreano e a institucionalização de ETFs de criptomoedas spot locais, com previsão de implementação no primeiro trimestre de 2026.
Do ponto de vista do ritmo regulatório, essa iniciativa envia um sinal claro de que as autoridades sul-coreanas estão a orientar gradualmente a entrada de fundos institucionais, desde que o risco seja controlado. A limitação da proporção de investimento em criptomoedas por parte das empresas dentro de uma faixa gerenciável oferece previsibilidade política ao mercado e define limites claros para a participação institucional na alocação de ativos digitais. Com o avanço da “Lei Fundamental de Ativos Digitais”, o mercado de criptomoedas na Coreia do Sul está a passar de uma fase de abertura experimental para uma fase de transição para um sistema mais institucionalizado.
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