Trump assina saída de 66 organizações internacionais, priorizando os EUA rumo ao multilateralismo negociado, criando um vácuo de poder na governança global
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Washington, 7 de janeiro, o presidente Trump assinou no Escritório Oval da Casa Branca um anúncio declarando a saída dos EUA de 66 organizações internacionais, incluindo a (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). Essa ação leva o slogan “America First” da retórica à desmontagem do sistema, demonstrando que os EUA estão dispostos a abandonar redes multilaterais de longo prazo, preferindo negociações bilaterais ou unilaterais para proteger seus interesses.
De acordo com a declaração da Casa Branca, essas 66 instituições “desperdiçam fundos dos contribuintes e violam interesses nacionais”, a equipe de Trump vinculou a austeridade fiscal à oposição a temas de “despertar”, retratando a saída como uma vitória dupla de contenção de gastos e defesa de valores. Após uma revisão completa dos tratados internacionais, o governo decidiu redirecionar o orçamento originalmente destinado ao exterior para a construção de muros na fronteira e infraestrutura. Para os apoiantes, isso representa o retorno da soberania; para os mercados de capitais, parece uma reestruturação radical do balanço patrimonial, eliminando “dívidas externas” da agenda.
A lista mais impactante inclui plataformas climáticas como a (UNFCCC) e o (IPCC), com os EUA tornando-se o único membro da ONU a não participar das negociações climáticas, impactando diretamente as estratégias ESG das empresas. O Los Angeles Times alerta que, com a implementação do mecanismo de ajuste de fronteira de carbono da UE (CBAM) sem representantes nacionais nas negociações, exportadores americanos podem precisar enfrentar tarifas elevadas e certificações complexas sozinhos. Para as empresas petroquímicas, isso parece proteger lucros de curto prazo; para investidores, aumenta os custos de competitividade a longo prazo e o desconto político.
Nem todas as organizações foram abandonadas. Os EUA mantêm deliberadamente a (União Internacional de Telecomunicações), a ###Organização Marítima Internacional( e a )Organização Internacional do Trabalho###. A manutenção da ITU visa impedir que empresas chinesas dominem completamente os padrões 5G/6G; a IMO garante que rotas marítimas e padrões de construção naval continuem sob influência de Washington. Essa estratégia mostra que os EUA veem a participação multilateral como um ativo negociável, e não uma obrigação universal. O analista de organizações de crise internacionais Daniel Forti comenta:
“Quem segue minha orientação prospera, quem se opõe perece.”
Novo cenário de geopolítica e governança internacional
A retirada dos EUA deixa um vazio na governança global. A ABC News analisa que a União Europeia e a China estão rapidamente preenchendo esse espaço, de direitos humanos a padrões tecnológicos, com regras futuras mais alinhadas aos interesses de Bruxelas e Pequim. Ao mesmo tempo, a política interna americana entrará em disputa constitucional: o presidente tem autoridade unilateral para sair de tratados aprovados pelo Senado? Mesmo com mudanças de partido, reingressar requer a aprovação de dois terços do Senado, dificultando a reparação de fissuras.
O anúncio de Trump marca uma divisão profunda na ordem pós-Segunda Guerra Mundial: por um lado, libera recursos orçamentários e instrumentos de negociação a curto prazo; por outro, entrega a posição dos EUA a seus concorrentes. Os mercados de capitais começam a reavaliar devido à fragmentação regulatória e ao vácuo de regras, e as empresas americanas precisam se adaptar à competição sob regras desconhecidas. O multilateralismo negociado pode parecer vantajoso no presente, mas os custos futuros estão se acumulando silenciosamente.
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