A tarifa global de 10% de Trump vence nesta semana; qual é a alíquota esperada para Taiwan, caso ele imponha uma nova “tarifa de trabalho forçado”?

新 tarifas potenciais podem substituir as tarifas temporárias globais de 10% que expiram nesta semana. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, revelou que as novas medidas devem ser publicadas o mais rápido possível nas próximas semanas, mas sem citar um cronograma exato.
(Antecedentes: o tribunal comercial dos EUA decidiu que as tarifas globais de 10% de Trump são ilegais; o Departamento de Justiça está preparando um recurso, e a incerteza no mercado continua a se intensificar)
(Contexto adicional: Financial Times: Trump vai retomar as tarifas de 10%! No interior da Casa Branca, surgem divergências, com receio de que a oscilação econômica se repita)

Sumário

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  • Dois grupos: Taiwan está do lado das alíquotas mais baixas
  • A tensão comercial aumenta, e outra frente também está em andamento
  • 24 de julho é o ponto-chave

Em entrevista ao CNBC em 21 de julho, Jamieson Greer revelou que as novas medidas tarifárias serão publicadas o mais rápido possível nas próximas semanas, embora ele não tenha especificado um cronograma exato. Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA decidiu, na ocasião, que várias medidas tarifárias anteriores com base nas quais Trump agiu eram inválidas. Em seguida, a Casa Branca mudou de estratégia e passou a invocar a seção 122 da “Lei de Comércio”, adotando uma urgência com tarifas temporárias de 10% por 150 dias sobre o mundo inteiro.

Agora, essa medida temporária está prestes a expirar em 24 de julho. Os EUA não pretendem zerar as tarifas; em vez disso, vão assumir com a “seção 301 da Lei de Comércio”. A justificativa também muda: sai da simples desproporção comercial e passa a focar na “imposição de trabalho forçado”. Analistas estimam que a nova taxa ficará entre 10% e 12,5%. A faixa é semelhante à das tarifas temporárias, mas a base de cobrança é completamente diferente.

Greer disse que essa nova medida abrangerá grande parte do comércio dos EUA, com um alcance muito mais amplo do que o público imagina.

Dois grupos: Taiwan está do lado das alíquotas mais baixas

Pelos dados de classificação atualmente disponíveis, os principais parceiros do comércio global são, em grande medida, divididos em dois grupos. Taiwan está do lado das alíquotas mais baixas. No mesmo grupo também entram Canadá, Reino Unido e a União Europeia e México. Uma característica em comum dessas economias é que foram identificadas como tendo tomado ações concretas contra a imposição de trabalho forçado; por isso, a expectativa é que enfrentem apenas a alíquota de 10%.

Em contrapartida, Japão, Coreia do Sul e China pertencem ao outro grupo. Somando-se a Índia, Brasil e Suíça, entre outros, são mais de 40 principais economias no total, que provavelmente terão de lidar com a alíquota mais alta de 12,5%. Essa lista praticamente abrange a maioria dos principais parceiros comerciais dos EUA, com abrangência de até 60 economias.

A tensão comercial aumenta, e outra frente também está em andamento

Greer admitiu que essas tarifas baseadas em trabalho forçado devem voltar a provocar nervosismo no comércio. O que chama mais atenção é que o governo Trump não tem apenas essa carta: outra investigação da seção 301 baseada em “excesso de capacidade” também está em andamento. No momento, a USTR está revisando 16 parceiros comerciais importantes, incluindo Taiwan, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia.

Em outras palavras, mesmo que Taiwan esteja temporariamente em posição vantajosa nas tarifas por trabalho forçado, ainda precisa ficar de olho se essa frente paralela vai trazer variáveis.

24 de julho é o ponto-chave

À medida que as atuais tarifas temporárias de 10% se encerram em 24 de julho, se os EUA divulgarão a tempo os detalhes da próxima rodada de tarifas por trabalho forçado será o indicador mais direto a ser observado no curto prazo. Para a indústria de Taiwan, que é orientada à exportação, estar no grupo de alíquotas mais baixas é um sinal relativamente positivo; porém, com a tensão comercial e a outra investigação fermentando nos bastidores, ainda resta ver se a taxa final se manterá em 10%, e se será ou não acrescida de outras condições, dependendo de um novo aval definitivo por parte dos EUA.

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