KTV公主可以约吗?可以,但 você precisa primeiro fazer ela achar que você é diferente dos outros clientes.


No mês passado, aniversário de um amigo, fomos ao KTV. No camarote, chegaram quatro “princesas”. Uma delas chamou minha atenção. Por volta dos 26 anos, não era aquele tipo claramente chamativa, mas o rosto era bem limpo, e o olhar um pouco cansado. Ela vestia uma saia curta preta, sentava no canto, não falava muito, só sorria e respondia quando alguém chamava ela.
Meus amigos estavam jogando dados e fazendo as princesas beberem. Quando ela foi chamada, ela pegou o copo e tomou tudo de uma vez, sem expressão, como se estivesse cumprindo uma tarefa. Eu olhei para ela, e ela também percebeu. Nossos olhares se encontraram por um segundo e depois ela desviou. Eu não fiquei fazendo graça como os outros; só sentei quieto do lado e fiquei fumando.
Depois de um tempo, ela se aproximou e sentou ao meu lado. “Garoto bonito não vai brincar?” Eu disse: “Não gosto muito desse tipo de lugar.” Ela ficou meio surpresa. “Então você veio pra quê?” Eu disse: “Fui puxado pelos meus amigos, não tem jeito.” Ela sorriu: “A gente é igual.”
Eu servi uma xícara/copo de água morna pra ela. “Bebe isso, não exagera no álcool.” Ela olhou pra mim: “Você é o primeiro cliente que me dá água.” Eu disse: “E o que os outros te dão?” Ela respondeu: “Álcool. É tudo álcool.” Eu falei: “E o seu fígado, tá bem?” Ela riu: “Tá, acostumei.”
Conversamos um pouco, e deu pra ver que ela ficou bem mais relaxada. Ela disse que trabalhava nesse ramo há três anos. Antes, no interior, ela fazia vendas; depois veio pra Pequim porque achou que o dinheiro vinha rápido e trocou de área. Eu perguntei: “Você se arrepende agora?” Ela disse: “Arrependimento serve pra quê? Já chegou até aqui.”
Eu falei: “Você é do tipo que faz tempo que ninguém conversa de verdade com você, né?” Ela travou. Os olhos ficaram um pouco vermelhos. “Para com isso.”
No camarote era muito barulhento, eu disse: “Vamos lá pra fora, pegar um ar?” Ela hesitou e acabou assentindo. Fomos para a área de fumantes no fim do corredor, onde só tinha a gente. Ela encostou na parede, acendeu um cigarro. “Você acha que a gente desse tipo é muito ‘low’, né?” Eu disse: “Não. Só acho que esse trabalho não combina com você.” Ela perguntou: “Por quê?” Eu respondi: “Porque seu sorriso é falso demais.”
Ela ficou em silêncio por um tempo. “Você entende bem as pessoas.” Eu disse: “Não é que eu entenda. É que você é muito óbvia.” Ela perguntou: “Então, na sua opinião, eu deveria fazer o quê?” Eu respondi: “Não sei, mas pelo menos não isso.” Ela disse: “Falar assim é fácil… Se eu não fizer isso, o que eu faço?”
Eu não respondi. Só fiquei olhando pra ela. Ela ficou meio desconfortável com meu olhar. “Não fica me olhando assim.” Eu perguntei: “Por quê?” Ela disse: “Porque… quando você me olha desse jeito, eu sinto que você realmente se importa comigo. Mas eu sei que não é verdade.” Eu falei: “Como você sabe que eu não sou?” Ela respondeu: “Porque todo homem é igual. No final, todo mundo só quer me ter.”
Eu sorri: “Então você acertou metade.” Ela ficou surpresa. “Metade? O que quer dizer?” Eu disse: “Eu realmente quero te ter, mas eu também realmente me importo com você.” Ela olhou pra mim, sem saber o que dizer. Eu perguntei: “Que horas você sai do trabalho?” Ela disse: “De madrugada, duas da manhã.” Eu falei: “Eu vou te esperar.” Ela disse: “Esperar por quê?” Eu respondi: “Pra te levar pra casa.”
Ela hesitou por muito tempo. No fim, disse: “Você vai mesmo me esperar?” Eu falei: “Vou.” Ela disse: “Então… fica aí esperando, mas eu não garanto que vou sair com você.”
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