Bitcoin cai 20% em junho enquanto traders liquidam posições longas e ampliam perdas de 2026 para 34%

O Bitcoin enfrentou uma volatilidade significativa no final de junho, caindo em direção a $58.000, eliminando ganhos recentes e o colocando no caminho para perdas mensais de dois dígitos.

Principais Conclusões:

    • O Bitcoin caiu para cerca de $58.000 em 30 de junho, elevando suas perdas no acumulado do ano para severos 34%.
    • O valor total do mercado de criptomoedas despencou para US$ 2,1 trilhões, uma queda massiva em relação a outubro de 2025.
    • Investidores olham para julho para ver se o bitcoin pode recuperar US$ 60.000 ou se o Nasdaq levará a um maior descolamento.

A Queda de Junho do Bitcoin

O Bitcoin parecia destinado a encerrar junho com perdas de dois dígitos após cair para cerca de $58.000 na terça-feira. Dados de mercado mostram que a principal criptomoeda despencou de mais de $60.000 na noite de segunda-feira para pouco mais de $58.200, antes que um rali de alívio rapidamente a fizesse recuperar $59.000. Uma onda subsequente de vendas fez o bitcoin despencar para $58.017, eliminando completamente os ganhos de segunda-feira.

Embora a criptomoeda tenha tentado se recuperar logo depois, ela perdeu impulso após ultrapassar $58.500. Às 14h30 (horário de Brasília), o bitcoin era negociado um pouco abaixo de $58.400, representando uma perda de mais de 3% em 24 horas e uma queda de 6% nos últimos sete dias. No entanto, como a criptomoeda atingiu uma mínima do ano em junho, tendo iniciado o mês sendo negociada bem acima de $73.500, dados de mercado mostram que suas perdas em 30 dias estão acima de 20%.

Essa prolongada queda de junho consolidou um período de seis meses brutal para o bitcoin, elevando suas perdas no acumulado do ano para 34%. O desempenho sombrio no primeiro semestre destaca um forte descolamento dos ativos de risco tradicionais. Para contexto, o Nasdaq Composite, com forte peso em tecnologia — um índice com o qual o bitcoin manteve anteriormente uma correlação estreita — saltou mais de 12% no mesmo período.

De fato, vários benchmarks globais de ações ignoraram o atrito macroeconômico para registrar ganhos modestos a quase de dois dígitos durante o primeiro semestre de 2026. Esse desempenho resiliente ocorreu apesar das persistentes correntes geopolíticas, alimentadas principalmente pelo conflito no Oriente Médio e suas ondas de choque subsequentes nos mercados globais de energia. Por outro lado, o ouro, que agressivamente cedeu seus ganhos do primeiro trimestre durante uma correção desgastante no segundo trimestre, encerrou o primeiro semestre do ano em queda de quase 7%.

Enquanto isso, além de fechar o mês com perdas de dois dígitos, o bitcoin também parecia destinado a encerrar junho com uma capitalização de mercado bem abaixo de US$ 1,2 trilhão. Os problemas do bitcoin também significaram que a capitalização agregada do mercado de criptomoedas terminaria junho pouco acima de US$ 2,1 trilhões, um declínio acentuado em relação aos US$ 4,3 trilhões registrados no início de outubro de 2025.

A ação do preço do bitcoin no último dia de junho também desencadeou quase US$ 91,5 milhões em liquidações de posições compradas, em comparação com US$ 12,7 milhões em posições vendidas.

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