Gabinete da Argentina Abalado: Manuel Adorni Renuncia em Meio a Investigação sobre Bitcoin

O chefe de gabinete da Argentina, Manuel Adorni, enfatizou que deixou seu cargo após alegações da mídia e uma investigação em andamento sobre bens não declarados, que ele revelou terem vindo de investimentos iniciais em Bitcoin que ele manteve fora dos livros. No entanto, especialistas em Bitcoin encontraram inconsistências em sua história.

  • Pontos principais:
    • Adorni renunciou por causa de uma investigação cripto $500k , prejudicando a confiança local à medida que a investigação de riqueza continua.
    • Uma auditoria expôs deficiências em suas alegações de Bitcoin de 2013, enquanto jornalistas exigiam rastreabilidade nas compras de BTC.
    • Milei ainda enfrenta forte reação negativa pelo esquema do token Libra, forçando um escrutínio mais profundo dos vínculos cripto do estado.

Chefe de Gabinete Argentino Renuncia Após Revelar $200K em Investimentos Iniciais em Bitcoin

O governo argentino enfrenta mais uma crise ligada ao bitcoin e ao ecossistema de criptomoedas.

Manuel Adorni, ex-chefe de gabinete do governo de Javier Milei, anunciou sua renúncia após o que classificou como um ataque implacável da mídia à sua pessoa, já que ele enfrenta uma investigação por enriquecimento ilícito desde o início de março por mais de $500k que ele manteve fora dos livros por anos.

Infographic on Adorni's Resignation

Adorni apresentou declarações corrigidas afirmando que esses fundos faziam parte de seus ganhos após investir $200k em bitcoin em 2013. “Em 2013, comecei a investir pesadamente em bitcoin, cerca de US$ 200 mil, e ganhei US$ 300 mil. E em 2018, comecei a liquidar,” enfatizou ele em uma entrevista à TV em 10 de junho.

Fernando Molina, da Blockworks, encontrou uma carteira que correspondia aos movimentos descritos por Adorni. Isso representaria apenas $60k em ganhos, ficando aquém dos supostos $300k em receita que Adorni relatou. No entanto, ele também enfatizou que as operações não se limitavam a apenas uma carteira de BTC.

Ele também destacou que, até 2014, apenas 2,86% (87 mil carteiras) de todas as carteiras detinham BTC no valor de mais de US$ 10 mil, enquanto apenas 0,48% possuíam BTC no valor de mais de US$ 56 mil, colocando Adorni no topo do pódio de propriedade de bitcoin na época.

“Esta noite vou dormir em paz absoluta comigo mesmo e com o que fiz pelo país; só espero que muitos daqueles que fizeram de tudo para me prejudicar possam um dia alcançar o mesmo,” disse Adorni em uma carta de renúncia publicada nas redes sociais no sábado.

Mesmo assim, permanecem dúvidas sobre a veracidade de suas declarações, dadas as dificuldades de adquirir grandes quantidades de bitcoin por volta de 2013. Hugo Alconada, do La Nación, também destacou que ele não especificou a origem dos fundos para sua compra inicial de BTC.

“De qual conta bancária ele depositou dinheiro na exchange para comprar Bitcoin? Essa rastreabilidade de FIAT (moeda legal) é documentável em registros bancários. Adorni não contribuiu com nada,” declarou Alconada.

O escândalo de corrupção de Adorni e sua renúncia recente ocorrem depois que o presidente Milei enfrentou duras críticas por seus vínculos com o esquema do token Libra, com milhares investindo (e perdendo) milhões de dólares em um token promovido por Milei usando sua conta de mídia social.

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