Semana que vem começa a audiência! O projeto de lei de serviços de ativos virtuais tem 12 versões, e a Comissão de Valores Mobiliários irá promover diretrizes de custódia de criptomoedas

A próxima semana, o Legislativo de Taiwan irá revisar até 12 versões do projeto de Lei de Serviços de Ativos Virtuais, com o objetivo de concluir a terceira leitura nesta sessão. Ao mesmo tempo, a Comissão de Supervisão Financeira deve lançar até o final de setembro diretrizes práticas para a custódia de criptomoedas por bancos, a fim de fortalecer o gerenciamento de riscos.

O Legislativo de Taiwan começará a revisar o projeto de Lei de Serviços de Ativos Virtuais na próxima semana

Na próxima semana, o Legislativo de Taiwan revisará item por item o projeto de Lei de Serviços de Ativos Virtuais, de interesse do mercado de criptomoedas taiwanês, com até 12 versões diferentes em discussão. O foco da sessão será determinar se devem ser regulados produtos financeiros derivados, medidas anti-fraude e de combate à lavagem de dinheiro, entre outras questões centrais. O deputado do Kuomintang, Li Yanshou, afirmou que o objetivo é concluir a terceira leitura nesta sessão.

Por outro lado, para responder ao mercado de ativos virtuais em expansão, a Comissão de Supervisão Financeira também planeja lançar até o final deste ano diretrizes práticas para a custódia de criptomoedas por bancos, que servirão como princípios e base de gerenciamento de riscos para bancos nacionais que realizam operações de custódia de ativos virtuais.

Até 12 versões do projeto de Lei de Serviços de Ativos Virtuais

De acordo com os dados do site de informações legislativas de Taiwan, atualmente há 12 versões do projeto de Lei de Serviços de Ativos Virtuais, incluindo propostas de órgãos administrativos e de diferentes partidos políticos. As versões de cada proposta são resumidas na tabela abaixo:

| Órgão/Partido | Proponente/Instituição | | --- | --- | | Órgão Administrativo | Conselho Executivo | | Partido do Povo de Taiwan | Fracção do Partido do Povo de Taiwan | | Partido Progressista Democrático | Zhong Jiabin, Guo Guowen, Lin Yijin, Lai Huiyuan, Lin Chuyin | | Partido Nacionalista Chinês | Li Baiyi, Lai Shibao, Li Yanshou, Ge Rujun, Lin Siming |

Entre elas, a versão apresentada pelo Conselho Executivo, intitulada "Cidade Criptografada", foi organizada em um resumo acessível para os leitores.

A necessidade de regulamentação de ativos virtuais, diferentes pontos de atenção nas versões do projeto

Segundo o jornal United Daily News, cerca de 5% a 10% da população total de Taiwan possui criptomoedas, com mais de 1 milhão de contas abertas. Após o colapso da exchange FTX em 2022, que causou perdas aos investidores taiwaneses, ficou evidente a vulnerabilidade da regulação. O deputado do Kuomintang, Lin Siming, afirmou que ativos virtuais e stablecoins já demonstraram características de materiais estratégicos com liquidez resiliente, reforçando a necessidade de regulamentação.

  • **Reportagem relacionada:**O primeiro aniversário do colapso da FTX: As cinzas — feridas e dores que não podem ser apagadas, como o mercado de criptomoedas se reergue?

No aspecto de supervisão, analistas do Legislativo de Taiwan apontam que, até o momento, apenas a versão do partido do Povo de Taiwan insiste em incluir regulações para produtos financeiros derivados, enquanto a maioria dos deputados concorda com uma estratégia gradual, priorizando estabilidade antes de melhorias.

No que diz respeito à prevenção de fraudes e combate à lavagem de dinheiro, a deputada do DPP, Zhong Jiabin, propôs a implementação de mecanismos de monitoramento de transações por emissores de stablecoins, além de sugerir a criação de cláusulas de porto seguro para evitar que empresas se recusem a bloquear fundos suspeitos por medo de litígios; o deputado do Kuomintang, Ge Rujun, pediu apoio à Comissão de Supervisão Financeira para estabelecer unidades especializadas e ampliar a equipe, atendendo às demandas de supervisão.

Além disso, segundo o jornal Commercial Times, o Banco Central alertou que a rápida expansão de stablecoins apresenta riscos potenciais de corrida bancária, podendo afetar a estabilidade financeira geral em caso de resgates em grande escala. A entidade continuará dialogando com a Comissão de Supervisão Financeira para a elaboração de regulamentos complementares.

A Comissão de Supervisão Financeira deve lançar até setembro diretrizes práticas para a custódia de ativos virtuais

Além do debate sobre a legislação específica, os bancos nacionais também estão acelerando a implementação de operações de custódia de ativos virtuais.

De acordo com o jornal Economic Daily News, a Comissão de Supervisão Financeira, por meio do Departamento Bancário, revelou que já solicitou à Associação de Bancos que elabore diretrizes práticas para a custódia de ativos virtuais, com previsão de lançamento até o final de setembro ou início de outubro deste ano. Como a custódia de ativos virtuais envolve gerenciamento de chaves privadas, segurança cibernética e riscos operacionais, essas diretrizes servirão como base de gerenciamento de riscos para os bancos que realizam tais operações.

Atualmente, a Comissão de Supervisão Financeira aprovou cinco bancos para testar a custódia de ativos virtuais, incluindo o Federal Bank, China Trust, KGI Bank, Cathay United Bank e Taishin Bank, que continuam a testar seus escopos de operação:

  • Federal Bank: iniciou um teste em pequena escala em setembro do ano passado, com extensão até março de 2027.
  • China Trust: focado na custódia de ativos de clientes corporativos específicos.
  • KGI Bank: colaborando com cinco provedores de serviços de ativos virtuais, com limite de teste de até 20 milhões de dólares americanos.
  • Cathay United Bank: iniciou um teste de seis meses por convite.
  • Taishin Bank: ainda em fase de construção do sistema, com previsão de início e período de teste de seis meses após a implementação.

No entanto, a futura diretriz prática da Comissão de Supervisão Financeira irá além de testes pontuais, adotando uma abordagem de diretrizes gerais e reforçando o gerenciamento de riscos bancários, ajudando na construção de uma estrutura de custódia. Após a aprovação da legislação específica, os bancos interessados em continuar operando deverão solicitar aprovação à comissão conforme as novas regulamentações.

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