Cerebras, nova startup de chips de IA, pretende fazer IPO com valor de mercado de 26,6 bilhões de dólares, OpenAI vincula empréstimos, subscrições e compras de grande valor de forma profunda

IA chip inovadora Cerebras anuncia oferta pública inicial a US$ 115 a US$ 125 por ação, com previsão de captação de US$ 3,5 bilhões, valor de mercado de US$ 26,6 bilhões. OpenAI não é apenas o maior cliente da Cerebras, mas também trocou um empréstimo de US$ 1 bilhão por direitos de subscrição, além de assinar contratos de capacidade de computação de longo prazo superiores a US$ 20 bilhões
(Resumindo: OpenAI investiu mais de US$ 20 bilhões na compra de capacidade de computação da Cerebras + troca por 10% de participação, sendo questionada como um plano de autopromoção de Sam Altman?)
(Informação adicional: Altman afirma que modelos mais inteligentes são muito mais importantes do que baratos, e que o GPT-5.5 consome menos tokens por tarefa)

Desde 2024, quando a listagem foi adiada devido à revisão de segurança federal por causa da participação do fundo soberano de Abu Dhabi, G42, até setembro de 2025, quando completou uma rodada de US$ 1,1 bilhão com avaliação de US$ 8,1 bilhões, e até fevereiro de 2026, com avaliação de US$ 23 bilhões e mais US$ 1 bilhão captados — o caminho de IPO da Cerebras levou quase dois anos.

Agora, esse caminho finalmente chega ao fim, a Cerebras anunciou oficialmente o início do processo de IPO, planejando emitir 28 milhões de ações, com preço entre US$ 115 e US$ 125 por ação, e previsão de captação de US$ 3,5 bilhões, com avaliação de mercado de US$ 26,6 bilhões na faixa superior de preço.

Bloomberg reporta que os pedidos recebidos pelos bancos já ultrapassaram US$ 10 bilhões, quase três vezes a oferta disponível. Se o preço superar o limite superior da faixa, será o maior IPO de tecnologia global desde 2026.

Não é apenas uma empresa de chips: Como o WSE-3 desafia o domínio da GPU da Nvidia

O produto principal da Cerebras é o Wafer-Scale Engine 3 (WSE-3), um processador de wafer único desenvolvido internamente, projetado especificamente para inferência de IA. O documento S-1 revela que o WSE-3 é mais rápido que concorrentes baseados em GPU ao executar tarefas de inferência, além de consumir menos energia.

“Inferência” é atualmente o maior buraco negro de consumo de energia na indústria de IA. Com grandes modelos de linguagem entrando em fase de implantação em larga escala, cada entrada de usuário exige uma enorme capacidade de computação para respostas em tempo real.

A Nvidia domina esse mercado com as séries H100, H200 e Blackwell, mas a Cerebras opta por uma abordagem arquitetônica diferente, usando uma única peça de wafer como unidade de processamento, reduzindo drasticamente a distância de transmissão de dados dentro do chip.

Situação dos acionistas da Cerebras

Os principais acionistas da Cerebras incluem Alpha Wave (liderada por Rick Gerson), Benchmark, Eclipse (Lior Susan), Fidelity e Foundation Capital, todos com participações superiores a 5%.

Outros investidores institucionais incluem Altimeter, AMD, Coatue, Tiger Global, entre outros.

A lista de investidores-anjo vem do núcleo da indústria de IA: CEO da OpenAI, Sam Altman; ex-CTO da OpenAI, Greg Brockman; ex-cientista-chefe, Ilya Sutskever; diretor da OpenAI e CEO do Quora, Adam D’Angelo; cofundadores da Sun Microsystems e Arista, Andy Bechtolsheim; CEO da Intel, Lip-Bu Tan.

OpenAI atua como cliente, credor e potencial acionista

A relação entre Cerebras e OpenAI é difícil de descrever por uma única dimensão.

O documento S-1 revela que a OpenAI é um dos maiores clientes da Cerebras. Em dezembro de 2025, a OpenAI concedeu um empréstimo de US$ 1 bilhão à Cerebras, com juros de 6% ao ano, além de adquirir direitos de subscrição de mais de 33,4 milhões de ações sem direito a voto (warrants).

Em janeiro de 2026, as duas partes assinaram um contrato de fornecimento de capacidade de computação de longo prazo, avaliado em mais de US$ 10 bilhões, cobrindo até 2028 um fornecimento total de 750 megawatts de capacidade, com valor total estimado acima de US$ 20 bilhões.

A OpenAI atualmente não atinge o limite de acionistas relevantes, mas, ao exercer todas as opções de subscrição, poderá se tornar um dos principais acionistas. Essa estrutura significa que os interesses da OpenAI estão diretamente ligados ao sucesso do IPO da Cerebras: quanto maior o preço de listagem, maior o potencial de retorno das opções; quanto mais avançados forem os chips de inferência da Cerebras, menor será o custo de computação para a OpenAI.

Sam Altman aparece como investidor-anjo em nome próprio, com participação abaixo do limite de 5% de divulgação na SEC, mas a Cerebras cita sua declaração pública de apoio no S-1. Essa configuração levanta suspeitas de conflito de interesses, especialmente por um CEO de uma empresa de infraestrutura de IA ser também o maior cliente da mesma.

IPO como sinal para o mercado maior

Se a Cerebras listar com uma avaliação de US$ 26,6 bilhões ou mais, o mercado de tecnologia de primeira linha de 2026 passará por um teste importante. Investidores de rodada Série H poderão ver uma valorização de seu investimento em menos de três meses, com a avaliação de entrada de US$ 23 bilhões podendo ser confirmada pelo mercado secundário.

Mais importante ainda, os efeitos subsequentes. O mercado vê esse IPO como um teste de fogo para grandes unicórnios de tecnologia ainda não listados, como SpaceX, OpenAI e Anthropic. Se a Cerebras conseguir uma precificação com demanda três vezes maior do que a oferta, isso indicará que o mercado de capitais ainda valoriza “infraestrutura de computação” de forma significativa.

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