O Banco Central do Brasil proibirá stablecoins e pagamentos transfronteiriços com criptomoedas! Quais são as razões para proibir, mesmo diante de tendências internacionais contrárias?

O Banco Central do Brasil proibirá empresas de realizar liquidações de remessas internacionais usando stablecoins e criptomoedas a partir de outubro de 2026, para prevenir lavagem de dinheiro. Apesar de o valor total de pagamentos puramente com stablecoins no mundo atingir 550 bilhões de dólares, o Brasil mantém sua postura regulatória, mas as negociações por investidores comuns não serão afetadas.

Brasil proibirá pagamentos transfronteiriços com stablecoins e criptomoedas

Enquanto os principais países do mundo reconhecem as vantagens das stablecoins e criptomoedas em pagamentos internacionais, o Banco Central do Brasil anunciou uma nova regulamentação afirmando que, a partir de 1º de outubro de 2026, será proibido oficialmente que fornecedores de câmbio eletrônico (eFX) utilizem stablecoins e criptomoedas para remessas internacionais.

Essa proibição é direcionada principalmente a fintechs e empresas de pagamento que realizam pagamentos transfronteiriços, exigindo que essas instituições façam transferências de pagamento com o exterior apenas por meio de transações tradicionais de câmbio ou usando contas negras de não residentes mantidas no Brasil, bloqueando completamente os canais de uso de criptomoedas nos mecanismos de liquidação de backend.

Empresas de pagamento não autorizadas que desejarem continuar operando deverão solicitar autorização ao Banco Central até 31 de maio de 2027, enquanto as instituições já autorizadas precisarão atualizar seus registros até 30 de outubro de 2026.

No entanto, embora o pagamento transfronteiriço com criptomoedas por parte de empresas seja severamente restringido, o governo brasileiro não proibiu completamente as criptomoedas, e investidores e empresas comuns ainda podem comprar, vender, possuir e transferir ativos digitais de forma legal sob as regulamentações atuais.

Fonte: Anúncio do Banco Central do Brasil sobre a proibição de fornecedores de câmbio eletrônico usarem stablecoins e criptomoedas para liquidações internacionais

Razões por trás da proibição de pagamentos transfronteiriços com criptomoedas pelo Banco Central do Brasil

Por que proibir empresas de usar criptomoedas para pagamentos internacionais? O Banco Central do Brasil afirmou claramente que, essas novas medidas visam aumentar a rastreabilidade do fluxo de fundos e fortalecer os mecanismos de proteção contra atividades financeiras ilegais.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou anteriormente que, nos últimos dois a três anos, o uso de criptomoedas no Brasil cresceu rapidamente, sendo que cerca de 90% do volume de transações está relacionado a stablecoins. Com a rápida expansão do mercado, as autoridades decidiram reforçar as regulamentações para facilitar o rastreamento e a supervisão subsequentes.

Além de limitar as liquidações de pagamentos transfronteiriços, as autoridades brasileiras também estão promovendo medidas mais amplas de combate, incluindo a discussão de um projeto de lei que proíbe stablecoins algorítmicas sem garantia, e uma proposta do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de proibir plataformas de mercados preditivos e contratos derivativos, demonstrando que as autoridades brasileiras estão ativamente definindo limites claros para o funcionamento do mercado de criptomoedas.

Expansão do uso de stablecoins, com volume de pagamentos puramente superior a 500 bilhões de dólares

Enquanto o Brasil reforça sua regulamentação sobre stablecoins, o uso global dessas moedas digitais está se expandindo rapidamente.

De acordo com reportagem do The Block, um relatório recente do JPMorgan aponta que, o volume de uso de stablecoins está crescendo rapidamente, mas isso pode não se traduzir em um aumento proporcional na capitalização total de mercado.

A equipe de análise do JPMorgan acredita que a principal razão é a significativa aceleração na velocidade de circulação das stablecoins, o que significa que a mesma quantidade de stablecoins é usada com mais frequência em transações em um determinado período, limitando o potencial de expansão do valor de mercado total.

O relatório menciona que, embora os pagamentos entre consumidores (C2C) ainda representem a maior parte do volume de stablecoins, uma pesquisa recente da firma de capital de risco a16z Crypto mostra que o crescimento nos pagamentos de consumidores para empresas (C2B) e comerciantes é mais acentuado.

Excluindo transações financeiras, como transferências entre exchanges, movimentações de cofres institucionais, estima-se que, em 2025, o volume de pagamentos puramente com stablecoins esteja entre 350 bilhões e 550 bilhões de dólares, e, geograficamente, a Ásia continua sendo a região mais ativa no uso de stablecoins, contribuindo com quase dois terços do volume de pagamentos.

  • Notícia relacionada:** Stablecoins não só para transações internacionais, mas também locais! Volume de pagamentos puramente atinge 550 bilhões de dólares, com a Ásia respondendo por dois terços das transações**

Diante da tendência de inovação na tecnologia de pagamentos transfronteiriços baseada em blockchain e liquidação com stablecoins, o Banco Central do Brasil mantém seu foco na transparência regulatória e no combate a atividades financeiras ilegais, garantindo que todos os fluxos de fundos internacionais permaneçam rastreáveis, enquanto promove a modernização do sistema de pagamentos e mantém a linha de defesa contra lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

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